Trump declara fim do cessar-fogo com Irão e chama líderes iranianos de “escumalha”
Inesperadamente – e numa altura em que o Irão está concentrado nas cerimónias fúnebres do antigo líder supremo Ali Khamenei – o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou o cessar-fogo suspenso. Fica-se agora à espera que as tropas dos Estados Unidos e de Israel regressem aos ataques. Trump afirmou na Turquia, onde está para participar na cimeira da NATO, que acaba esta quarta-feira, que “não quero lidar mais com essa gente”, apelidando os líderes iranianos de “escumalha”, “mentirosos” e “pessoas violentas e cruéis que se tivessem uma arma nuclear, usá-la-iam”.
Os mercados globais de energia rapidamente incorporaram a informação: o preço do barril de brent, referência para a Europa, voltou a ultrapassar os 78,5 dólares, subindo acima de 5,92%, depois das declarações de Trump. Já o WTI para entrega em agosto, referência para os Estados Unidos, subia 5,32%, para 74,19 dólares.
Na passada terça-feira, o Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou ataques contra mais de 80 alvos em território iraniano, na sequência de disparos contra três navios comerciais no Estreito de Ormuz. Mais de 60 pequenas embarcações da Guarda da Revolução Islâmica iranianas foram atacadas “para reduzir a capacidade do Irão de continuar a atacar o comércio internacional”, segundo a Centcom.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, considerou que os novos ataques norte-americanos e iranianos “complicam ainda mais as já difíceis negociações” entre Washington e Teerão. Kallas lembrou que, “ao abrigo do memorando, Teerão compromete-se a reabrir o estreito de Ormuz”, mas “os seus recentes ataques a navios nas proximidades do estreito violam esse compromisso e ameaçam interromper o restabelecimento do fornecimento de energia”.
O Estreito de Ormuz e o Golfo Pérsico entram novamente em zona de perigo máximo para o comércio de petróleo e para navegação internacional em geral.
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