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BCP estima provisões de 36,2 milhões de euros no Bank Millennium para riscos de litigância nos créditos hipotecários em francos suíços

BCP estima provisões de 36,2 milhões de euros no Bank Millennium para riscos de litigância nos créditos hipotecários em francos suíços

O Banco Comercial Português (BCP) informou esta quarta-feira que a sua subsidiária polaca Bank Millennium estima constituir provisões de 156 milhões de zlótis (cerca de 36,2 milhões de euros) no segundo trimestre de 2026 para fazer face a riscos legais relacionados com a carteira de empréstimos hipotecários em moeda estrangeira originados pelo próprio banco.
Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o BCP – que detém 50,1% do banco polaco – anexou o current report divulgado pelo Bank Millennium, no qual o conselho de administração executivo da instituição detalha a estimativa preliminar destas provisões.
Além do montante de 156 milhões de zlótis, o Bank Millennium estima ainda constituir provisões adicionais de 24 milhões de zlótis (cerca de 5,6 milhões de euros) para riscos legais associados à carteira de crédito herdada do antigo Euro Bank, montante que, segundo a instituição, não terá impacto nos resultados líquidos. Isto porque impactam o antigo dono, o grupo Société Générale. Estas provisões destinam-se a cobrir o risco jurídico e financeiro associado à carteira de créditos hipotecários em francos suíços (CHF) gerada originalmente pelo Euro Bank na Polónia.
No total, as provisões estimadas para risco legal no trimestre ascendem a 180 milhões de zlótis (cerca de 41,8 milhões de euros).
O Bank Millennium sublinhou que o valor final das provisões para riscos legais nos resultados do segundo trimestre será divulgado no relatório referente ao primeiro semestre de 2026, cuja apresentação está agendada para 28 de julho. O BCP apresenta contas a dia 29 de julho.
Os créditos hipotecários em moeda estrangeira, sobretudo indexados a francos suíços, têm sido uma fonte recorrente de litígios e encargos para a banca polaca nos últimos anos, com vários bancos, incluindo o Bank Millennium, a constituir provisões sucessivas para cobrir decisões judiciais desfavoráveis.

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