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CCB diz estar a implementar plano de acessibilidades com investimento de 2,9 milhões

CCB diz estar a implementar plano de acessibilidades com investimento de 2,9 milhões

A Fundação Centro Cultural de Belém (CCB) reconheceu hoje que continuam a existir limitações nas suas acessibilidades, mas afirmou estar a implementar um plano de 2,9 milhões de euros para melhorias de condições de acesso, participação e fruição.
A associação Acesso Cultura criticou hoje a falta de resposta do CCB, em Lisboa, aos problemas de acessibilidade para artistas com deficiência, após mais de uma década de contactos com a instituição e vários alertas.
Num comunicado de reação enviado à Lusa, a fundação argumentou que “prossegue o objetivo de tornar os seus espaços, a sua programação e as condições de trabalho de artistas, colaboradores e público progressivamente mais inclusivos”.
“Este é um compromisso permanente que exige investimento, planeamento, continuidade e diálogo. O Conselho de Administração reconhece que subsistem barreiras que importa eliminar e continuará a trabalhar, de forma sustentada, para garantir melhores condições de acesso, participação e fruição”, pode ler-se no texto.
Em concreto, a fundação disse estar a “executar um Plano de Acessibilidades que prevê uma intervenção estrutural em todo o campus, incluindo a substituição dos elevadores — já em curso —, a instalação de novas plataformas elevatórias, o alargamento da adaptação de camarins e instalações sanitárias, a melhoria dos acessos, da sinalética e da comunicação acessível, num investimento superior a 2,9 milhões de euros”.
“A candidatura a financiamento externo destina-se a acelerar e ampliar um conjunto de intervenções estruturais de elevada dimensão financeira. Em paralelo, o CCB prossegue a execução do Plano, recorrendo a recursos próprios para concretizar medidas prioritárias, enquanto as restantes ações serão desenvolvidas de forma faseada, em função das condições técnicas e financeiras necessárias à sua execução”, realçou a administração, lembrando que já foi instalado “um elevador exclusivo na Porta de Artistas do Centro de Espetáculos”.
O mesmo texto realça que os investimentos provenientes do Plano de Recuperação e Resiliência tiveram como destino exclusivo “medidas de eficiência energética, de acordo com as regras do próprio programa, não podendo ser aplicados em intervenções de acessibilidade”.
“O Conselho de Administração reconhece e valoriza o contributo das entidades especializadas, dos artistas — em particular dos artistas com deficiência, cuja experiência é fundamental para identificar barreiras e melhorar as respostas da instituição — e de todas as pessoas que contribuem para uma cultura mais acessível e inclusiva”, acrescentou a fundação.
Hoje, a Acesso Cultura afirmou que manteve contactos com diferentes administrações do CCB desde 2015 para promover melhorias nas condições de acessibilidade do equipamento cultural, mas considera que os progressos realizados têm sido “insuficientes”.
Em causa estão “repetidas queixas, desde 2018, de artistas com deficiência em relação às condições de acesso e trabalho no CCB”, refere no comunicado assinado pela direção da associação.
Segundo a Acesso Cultura, um diagnóstico de acessibilidade realizado pela entidade em 2015 “resultou em muitas melhorias” nos espaços abertos ao público, embora tenham permanecido por concretizar intervenções relacionadas com os bastidores, áreas de trabalho dos artistas e programação.

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