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JP Morgan alerta que retoma de ataques no Médio Oriente faz ressurgir relação entre yields e petróleo

JP Morgan alerta que retoma de ataques no Médio Oriente faz ressurgir relação entre yields e petróleo

O JP Morgan alerta que os mercados podem ficar suscetíveis a riscos de manchetes noticiosas e de saltos face ao retomar dos ataques no Médio Oriente e do fim do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão. A mesma instituição afirma que face aos eventos ocorridos desde terça-feira no Médio Oriente “podemos estar a começar a ver sinais” do ressurgimento da relação entre as yields [de obrigações] e os preços do petróleo.
Na terça-feira os Estados Unidos confirmaram ataques a várias dezenas de alvos iranianos como retaliação a ataques a navios que circulavam no Estreito de Ormuz. Na quarta-feira o Presidente norte-americano, Donald Trump, confirmou o fim do cessar-fogo entre os dois países. Os norte-americanos decidiram aplicar também sanções ao petróleo iraniano.
Estes desenvolvimentos levaram os preços do petróleo a disparar 8% durante a sessão de quarta-feira. Na quarta-feira os Estados Unidos voltaram a ameaçar novos ataques na região enquanto que a Guarda da Revolução confirmou ter atingido 85 instalações militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein, em resposta a bombardeamentos dos Estados Unidos em território iraniano.
O JP Morgan considera que estes novos desenvolvimentos na relação entre norte-americanos e iranianos “levantam naturalmente a questão de saber se o preço do petróleo voltará a tornar-se o principal fator determinante” dos mercados.
“Como observámos num artigo anterior (O petróleo é a nova componente principal, Derivados de Taxa de Juro, Mercados de Rendimento Fixo dos Estados Unidos Semanal, 08/05/2026), nos primeiros meses do conflito [que se iniciou em fevereiro], o petróleo foi o principal fator determinante das yields, dos spreads dos swaps, da curva das yields dos swaps e da volatilidade implícita. Com a diminuição das tensões em junho, a relação entre o primeiro componente principal e o petróleo começou a desfazer-se. No entanto, nos últimos dois dias, podemos estar a começar a ver sinais de que esta relação está a ressurgir”, alerta a instituição bancária.
Mas o JP Morgan refere também que embora seja cedo demais para afirmar, esta possibilidade “merece certamente atenção”. O banco recomenda, face ao contexto geopolítico e a incerteza, “não iniciar posições de curto prazo com gama, uma vez que os mercados provavelmente permanecerão suscetíveis” a riscos de manchetes e saltos.

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