Ollie Bearman emociona-se ao volante do icónico Lotus de Ayrton Senna
O piloto britânico Oliver Bearman, atualmente a correr na Fórmula 1 pela Haas, protagonizou um momento de grande carga emotiva no circuito de Silverstone ao pilotar o histórico Lotus 97T de 1985. Trata-se do monolugar com que Ayrton Senna conquistou a sua primeira vitória na categoria máxima do automobilismo, no Grande Prémio de Portugal, no Estoril. Confrontado com o peso histórico do veículo, o jovem piloto de 21 anos não conteve as lágrimas após a experiência em pista.
Um salto emocional ao passado no cockpit originalA oportunidade de testar o clássico de decoração preta e dourada revelou-se avassaladora para Bearman antes mesmo de ligar o motor turbo. Ao sentar-se no habitáculo, o piloto apercebeu-se de que estava precisamente no lugar outrora ocupado pelo astro brasileiro: “Isto é incrivelmente especial. É uma loucura ver este carro. Ver isto ao vivo, pela primeira vez… é um carro tão icónico. O Senna é um dos melhores pilotos que já tivemos e que alguma vez teremos, por isso ver o carro com que ele correu e ganhou a sua primeira corrida é um momento muito emotivo”, admitiu Bearman antes de entrar no monolugar.Ao acomodar-se no estreito espaço, a reação foi imediata: “É perfeito. Mas sentimos-nos expostos, quase nus. Os nossos pneus dianteiros [nos carros atuais] estão a metros de distância.”A imersão histórica incluiu ainda a consulta das notas manuscritas de Ayrton Senna sobre o circuito do Estoril, guardadas nos arquivos da Lotus, que deixaram o britânico maravilhado com a semelhança da terminologia técnica utilizada há quatro décadas.
A adrenalina e a quebra de regrasHabituado à sofisticação tecnológica dos monolugares contemporâneos, Bearman enfrentou o desafio de conduzir com uma caixa de velocidades manual e gerir a entrega de potência do motor turbo sem ajudas eletrónicas. A experiência foi tão empolgante que o piloto desobedeceu deliberadamente às instruções da equipa de apoio :”Eles foram muito estritos e disseram-me para fazer apenas uma ou duas voltas. Eu esqueci-me e fiz uma extra! Estava mesmo a apanhar o jeito da caixa de velocidades e a sentir a aderência. Foi incrivelmente divertido, potente e um dia muito emotivo”, confessou, ainda a tremer após sair do veículo.
Questionado sobre o impacto desta experiência a meio de uma temporada desgastante de Fórmula 1, Oliver Bearman destacou a importância de resgatar as origens da sua paixão pelo desporto: “Acho que às vezes temos estes dias nas corridas que nos lembram o porquê de nos termos apaixonado pelo desporto. Sinto-me incrivelmente grato”, concluiu.
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