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IL sobre greve: “Não é equilíbrio de direitos, isto é aproveitamento político”

IL sobre greve: “Não é equilíbrio de direitos, isto é aproveitamento político”

A presidente da Iniciaitiva Liberal (IL), Mariana Leitão, considerou, esta quinta-feira, que a greve geral não representa “equilíbrio de direitos, isto é aproveitamento político”, durante reunião plenária.
Mariana Leitão começou por dizer que “o direito à greve é um direito constitucional fundamental e inegociável, mas também é constitucional o direito à saúde, à educação, à segurança, à mobilidade, ao trabalho, à proteçao na infância, à dignidade da pessoa humana”. “Mas quando uma greve fecha urgências hospitalares, suspende aulas, impede pessoas de ir trabalhar, coloca em risco vidas humanas, não estamos perante um exercício saúdavel de um direito, estamos perante a colisão entre direitos fundamentais”, sublinhou.
“Hoje, em muitos sectores, os serviços mínimos são simbólicos e insuficientes ou simplesmente ignorados. Isto não é equilibrio de direitos, isto é aproveitamento político. É por isso fundamental que haja serviços mínimos estabelecidos na lei, que sejam devidamente garantidos quando há uma greve. Que nao sejam postos em causa por negociações que não trazem soluções. É exatamente isso que a Iniciativa Liberal propõe”, disse a presidente da IL.
Para a Il “os serviços mínimos não são um ataque à greve, são uma defesa da constituição”. “Os serviços mínimos não existem para enfraquecer trabalhadores, servem para proteger os cidadãos”, frisou.
“Uma greve só é legítima se respeitar as pessoas. Vimos hoje exemplos de piquetes de greve a tentar impedir trabalhadores de exercer o seu direito ao trabalho, isto é um ataque direto ao Estado de Direito. O objetivo de uma greve é pressionar o seu empregador, não é impedir de trabalhar quem quer fazê-lo, não é tornar reféns os cidadãos, não é bloquear hospitais, fechar escolas, nem paralisar transportes essenciais”, destacou.

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