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Bolsa de Lisboa e Europa abrem no vermelho com nova vaga de ataques entre EUA e Irão

Bolsa de Lisboa e Europa abrem no vermelho com nova vaga de ataques entre EUA e Irão

A Bolsa de Lisboa abre a sessão desta segunda-feira com uma desvalorização de 0,22% para os 9.087,09 pontos. A Europa segue o mesmo caminho. E petróleo sobe mais de 3%. Nova vaga de ataques entre Estados Unidos (EUA) e Irão explicam este comportamento dos índices bolsistas e do petróleo.
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a a Navigator que desvaloriza 2,08% para os 3,20 euros, a Mota-Engil que quebra 1,73% para os 4,43 euros depois de anunciado a assinatura de contratos de 185 milhões de euros no México. Segue-se a Teixeira Duarte que quebra 1,43% para os 0,48 euros.
No vermelho está ainda os CTT, a Semapa, o Banco Comercial Português (BCP), a Ibersol, a Altri, a Sonae, a EDP, a EDP Renováveis, e a Jerónimo Martins.
A negociar no verde encontra-se a Galp Energia que sobe 1,23% para os 19,81 euros e a NOS que avança 0,33% para os 4,92 euros.
Europa abre no vermelho
As principais bolsas europeias estão a negociar no vermelho, com exceção do índice bolsista britânico. O DAX (Alemanha) cai 0,38% para os 24.989,00 pontos, o CAC 40 (França) desvaloriza 0,12% para os 8.328,62 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) valoriza 0,21% para os 10.519,00 pontos.
O AEX (Países Baixos) desce 0,19% para os 1.082,19 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 0,26% para os 19.334,00 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,14% para os 52.542,50 pontos.
O petróleo está a ser negociado em alta com o brent a subir 3,71% para os 78,83 dólares e o crude valoriza 3,74% para os 74,08 dólares.

O euro está a cair 0,11%, face ao dólar, para os 1,14075 dólares e o euro está inalterado face à libra nas 0,85217 libras.

Nova vaga de ataques entre EUA e Irão
O vermelho nas bolsas portuguesa e europeias, e a subida no preço do petróleo, deve-se à nova vaga de ataques entre os Estados Unidos e o Irão ocorrido durante o fim-de-semana. O Comando Central dos EUA (Centcom) indicou, em comunicado, que foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares, equipamentos de mísseis e drones, além de pequenas embarcações.
Segundo o Centcom, foram utilizados pela primeira em simultâneo caças, navios, drones aéreos e drones navais.
De acordo com a agência de notícias oficial iraniana Irna, uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas esta manhã num bombardeamento norte‑americano contra a cidade de Mahchahr, no sudoeste do Irão.
O ataque levou a nova resposta por parte do Irão, que retaliou atingindo países em todo o Médio Oriente.
As sirenes de alerta de mísseis soaram hoje de manhã no Bahrein, sede da 5.ª Esquadra da Marinha norte‑americana, mas sem informação imediata sobre danos.
Num comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Teerão acusou os Estados Unidos de terem “violado abertamente quase todos os termos” do acordo concluído em junho, provocando o “regresso da insegurança” no estreito de Ormuz.
O país também acusou Washington de ter “reduzido a nada todos os esforços dos últimos meses” para restaurar a paz na região.
Os ataques iranianos de domingo atingiram o Bahrein, Kuwait, Qatar, Jordânia e até Omã, que partilha com o Irão as águas territoriais que compõem o estreito de Ormuz.
O exército norte‑americano disse no domingo ter atingido cerca de 140 alvos, incluindo locais de lançamento de mísseis e drones, depósitos de munições, equipamentos de comunicação e outras infraestruturas — ataques muito mais pesados do que nas duas rondas anteriores da última semana.
“Bombardeámos intensamente ontem à noite”, declarou o Presidente Donald Trump à emissora norte-americana NBC.
O Irão retaliou atacando países da região que acolhem forças militares dos EUA, insistindo que deve controlar sozinho o estreito e até cobrar taxas às embarcações que o atravessem.
A Guarda Revolucionária iraniana reconheceu numa declaração hoje ter iniciado uma nova vaga de ataques em todo o Médio Oriente.
“A era dos acordos unilaterais acabou”, escreveu Mohammad Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador. “Avisámos: cumpram a palavra ou paguem o preço. A realidade bate à porta.”
Teerão descreveu o estreito como fechado, enquanto os EUA e Trump afirmaram que se mantém aberto.

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