Porto de Lisboa regista melhor junho de sempre, com mais de 81 mil passageiros de cruzeiro
O Porto de Lisboa registou em junho o melhor mês de sempre para este período do ano na atividade de cruzeiros, com 81.735 passageiros e 37 escalas, novos máximos históricos que reforçam a posição da capital portuguesa entre os principais destinos europeus deste segmento turístico.
O número de passageiros cresceu 53% face a junho de 2025 e superou largamente o recorde anterior para o mês, que se situava nos 60.922 passageiros, em junho de 2024. Já o total de escalas aumentou 32% em termos homólogos, fixando-se no valor mais elevado alguma vez registado para este mês. As escalas em trânsito atingiram também um novo máximo, com 21, acima das 19 alcançadas em 2023.
O crescimento foi impulsionado sobretudo pelas operações de turnaround — embarque e desembarque de passageiros que iniciam ou terminam o cruzeiro em Lisboa —, segmento que gera maior impacto económico para a cidade e para a região. Em junho, o turnaround somou 26.850 passageiros, mais 125% do que no mesmo mês de 2025 e um novo recorde para o período, superando os 23.090 passageiros de junho de 2024.
Os passageiros embarcados passaram de 6.166 para 13.425, um crescimento de 118%, enquanto os desembarcados aumentaram de 5.747 para 13.425, mais 134%. Já o segmento de trânsito somou 54.885 passageiros em junho, mais 32% do que no ano anterior.
O desempenho mensal consolidou os resultados do primeiro semestre de 2026, em que o Porto de Lisboa recebeu 302.496 passageiros e 165 escalas, ambos com um crescimento de 5% face ao período homólogo. Os passageiros em turnaround aumentaram 7%, para 85.449, e os passageiros em trânsito subiram 4%, para 217.047.
A administração do porto destaca que os passageiros em turnaround tendem a permanecer mais tempo na cidade, recorrendo a hotéis, transportes, restaurantes e comércio antes ou depois do cruzeiro, o que torna este indicador central para avaliar o impacto económico da atividade.
O primeiro semestre ficou ainda marcado pela receção de oito navios em primeira escala, entre os quais o Orient Express Corinthian, que escolheu Lisboa como primeiro porto da sua viagem inaugural, diretamente após sair do estaleiro. Para o setor, a escolha de um porto para uma viagem inaugural é vista como reconhecimento da capacidade operacional e do prestígio internacional do destino.
Os resultados confirmam também uma tendência de menor sazonalidade, com o verão — tradicionalmente menos intenso para o turismo de cruzeiros em Lisboa — a registar procura crescente, o que permite uma utilização mais equilibrada das infraestruturas portuárias ao longo do ano.
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