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Sindicatos acusam BCP de recusar rever a proposta de atualização salarial de 2%

Sindicatos acusam BCP de recusar rever a proposta de atualização salarial de 2%

Os sindicatos da banca filiados na UGT  – Mais Sindicato, SBN e SBC – dizem que o Banco Comercial Português (BCP) recusou rever a proposta de atualização salarial de 2% apresentada em fevereiro, mantendo-se “inflexível” na primeira reunião de conciliação com os sindicatos, realizada na sexta-feira passada, dia 10, na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).
Segundo comunicado conjunto do Mais Sindicato, SBN e SBC, o banco justificou a decisão com a “alegada incerteza geopolítica” e a “necessidade de uma gestão prudente para garantir a sustentabilidade da instituição”, afirmando que não está disponível para alterar a proposta.
Na reunião, o BCP apresentou indicadores comparativos entre instituições de crédito, alegando que os seus trabalhadores são “os menos produtivos do setor”, leitura que os sindicatos classificaram como “redutora, parcial e profundamente injusta”.
Os sindicatos solicitaram ainda informação sobre os dividendos distribuídos aos acionistas, por considerarem o dado “essencial para uma negociação transparente”, mas o banco não respondeu.
As estruturas sindicais manifestaram “profundo desagrado” por o processo não ter decorrido no “quadro normal da negociação coletiva”, sublinhando que, se o BCP pretendia manter os mesmos argumentos de fevereiro, “nada justificava obrigar os sindicatos a recorrer ao mecanismo de conciliação da DGERT”.
O Mais Sindicato, o SBN e o SBC lembram que “a inflação continua a pressionar o custo de vida” e que o poder de compra “continua a degradar-se”, apesar de os trabalhadores manterem o “profissionalismo” que permitiu ao banco alcançar “resultados historicamente muito positivos”. Por isso, consideram “incompreensível” a recusa em reconhecer o contributo dos trabalhadores com uma atualização salarial “manifestamente insuficiente”.
A próxima reunião de conciliação está agendada para o início de setembro. Os sindicatos garantem que vão continuar a defender “uma valorização salarial justa e adequada ao contributo dos trabalhadores do BCP”.

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