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F1: Pirelli afirma que tempo para o regresso ao Bahrein esgotou-se

F1: Pirelli afirma que tempo para o regresso ao Bahrein esgotou-se

As esperanças de realizar o Grande Prémio do Bahrein no calendário de 2026 da Fórmula 1 parecem ter desaparecido, à medida que o conflito no Médio Oriente ganha mais uma vez força. O Bahrein tinha surgido como o principal candidato à reintegração no calendário depois de as corridas da primeira passagem pelo Médio Oriente terem sido canceladas, quando o conflito no Irão eclodiu no início do ano. No entanto, a intensificação de hostilidades em todo o Golfo voltou a lançar dúvidas sobre qualquer plano de reposição.
O diretor de motorsport da Pirelli, Dario Marrafuschi, afirma agora que o tempo esgotou-se efetivamente para preparar uma etapa como esta, referindo que o processo exige cerca de quatro meses, ou seja, aproximadamente 15 semanas de planeamento e transporte dos pneus. Segundo Marrafuschi, “claramente, não temos esse tempo agora”. O responsável da Pirelli sublinhou que a situação de segurança em deterioração torna o planeamento impossível, afirmando ser ainda impossível prever quão estável estará a situação no Médio Oriente, ou se o trânsito de navios de carga usados para transportar os pneus será possível.
O responsável da marca italiana indicou ainda que existiria a alternativa de passar pelo Canal de Suez e depois atravessar a Arábia Saudita por terra, desde Jidá até ao resto do Médio Oriente, mas que, dado que a situação de segurança na Arábia Saudita também está tensa, essa opção continua a ser puramente teórica. Com o Qatar agendado para 27 a 29 de novembro e Abu Dhabi para 4 a 6 de dezembro, o aviso de Marrafuschi sobre o prazo de quatro meses implica que o planeamento para essas corridas deve, na prática, estar já definido.
“Preparar uma etapa como esta demora cerca de quatro meses — cerca de 15 semanas de planeamento e transporte dos pneus”, afirmou Marrafuschi à motorsport-total.com. “Claramente, não temos esse tempo agora. Infelizmente, ainda é impossível prever quão estável será a situação no Médio Oriente, ou se o trânsito de navios de carga através dos quais transportamos os pneus, será possível. Poderíamos passar pelo Canal de Suez e depois atravessar a Arábia Saudita, de Jidá em direção ao resto do Médio Oriente por terra, mas como a situação de segurança na Arábia Saudita também está tensa, isto continua a ser puramente teórico”, explicou. “Infelizmente, a incerteza é atualmente o fator dominante. Não posso dizer quanto tempo vai demorar até chegarmos a uma eventual corrida no Médio Oriente, em parte porque, mesmo que consigamos contornar a África, ainda precisaremos de saber se o Estreito de Ormuz está aberto”, concluiu Marrafuschi.

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