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Ministro admite avaliar possibilidade de adesão a constelação de satélites da NATO

Ministro admite avaliar possibilidade de adesão a constelação de satélites da NATO

 O ministro da Defesa Nacional admitiu hoje avaliar a possibilidade de adesão à constelação de satélites da NATO e referiu que Portugal está focado na “concretização da constelação do Atlântico”.
“O nosso empenho, no momento, está na concretização da constelação do Atlântico, beneficiando de recursos que são sempre escassos, mas em novos mecanismos de financiamento que foram surgindo ao nível europeu”, afirmou Nuno Melo.
O ministro falava à agência Lusa e à rádio Observador à margem do seminário “A nova centralidade dos Açores: Perspetiva estratégico-militar”, que decorreu no Instituto Universitário Militar, em Lisboa.
“Para já, o nosso foco é esse, temos ainda um caminho a fazer até atingirmos o número de satélites que permitirão essa constelação”, afirmou.
Nuno Melo disse que isso “não invalida uma avaliação que é permanente, quer junto da Força Aérea, quer junto do Estado-Maior General das Forças Armadas”, do projeto da NATO.
Questionado diretamente se Portugal também vai aderir a este projeto da NATO, à semelhança de Espanha, o ministro da Defesa disse que não iria “confirmar nem desmentir”, indicando que “não há neste momento uma decisão que esteja tomada”.
Na semana passada, no Fórum da Indústria da Aliança, à margem da cimeira dos chefes de Estado e de Governo da NATO, foi divulgado um projeto para uma “mega constelação” de satélites, que terá um custo aproximado de quatro mil milhões de dólares e não conta com a participação de Portugal, que integra, juntamente com Espanha, a Constelação Atlântico.
O governante defendeu também que este “é um dos casos em que Portugal está muito à frente de Espanha”.
“Quando a presidente da Comissão Europeia elogia o investimento no espaço na Europa, fá-lo focando precisamente Portugal, como sendo o país que está a fazer esse trabalho melhor do que os outros”.
Na ocasião, o ministro da Defesa foi questionado também sobre o parecer favorável do Conselho Superior de Defesa Nacional a uma “potencial nova missão multinacional”.
Instado a esclarecer o âmbito desta missão, Nuno Melo disse que esta é uma matéria que “tem de ser tratada com reserva pela particularidade do conflito, pela sensibilidade da própria comunicação pública e pela necessidade de se assegurarem um conjunto de circunstâncias que levarão à confirmação da disponibilidade do Estado português”.
“Portugal tem disponibilidade para, num contexto de segurança e de cessar-fogo, ajudar à garantia de navegabilidade num estreito, numa dimensão que há de ser precisada num momento posterior. Para já fica a disponibilidade, tratada com toda a reserva, porque estamos a falar de uma situação que à escala global é relevante, é sensível, mas aconselha esta reserva”, indicou.
Questionado sobre se essa missão está relacionada com o Estreito de Ormuz, Nuno Melo respondeu: “Tem a ver com o contributo de Portugal junto de aliados para, havendo essa garantia de segurança e obviamente cessar-fogo, à escala das nossas possibilidades técnicas, com recurso às Forças Armadas, ajudarmos no esforço”.
“A comunicação dessa definição depende de circunstâncias que ainda não é possível dar como certas, mas garante que Portugal é um parceiro credível junto dos aliados e que, se formos a isso chamados, daremos um passo em frente num esforço coletivo, para vantagem comum, mas com todas estas cautelas que têm de ser asseguradas”, acrescentou.
No seu discurso durante o seminário, o ministro manifestou a disponibilidade das Forças Armadas contribuírem “para a segurança marítima no estreito de Ormuz, quando as condições o permitirem”.
Em 18 de junho, o ministro da Defesa disse que Portugal admite integrar operações de desminagem no Estreito de Ormuz com veículos não tripulados e está a estudar o reforço da participação nas missões europeias no Médio Oriente.
Na altura, Nuno Melo indicou que “tudo isto que está a ser ponderado e será levado oportunamente a Conselho Superior de Defesa Nacional”.

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