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PS não exclui comissão de inquérito aos exames se continuarem a faltar esclarecimentos

PS não exclui comissão de inquérito aos exames se continuarem a faltar esclarecimentos

O PS avisou hoje que não exclui uma comissão de inquérito aos exames nacionais caso continue a “falta de esclarecimentos” de que acusa o Governo, considerando grave que o primeiro-ministro tenha responsabilizado alguns professores por estes problemas.
“Se isto continuar assim e a falta de esclarecimentos continuar a ser esta, nós não podemos excluir a necessidade de uma Comissão Parlamentar inquérito para saber, efetivamente, tudo aquilo que se passou e porque é que se passou desta maneira”, respondeu o deputado do PS Porfírio Silva aos jornalistas.
Em véspera do debate do estado da nação, o Secretariado Nacional do PS está hoje reunido no Largo do Rato, em Lisboa, seguindo-se esta noite um encontro da Comissão Política Nacional socialista.
“Na realidade, nós estamos hoje menos otimistas quanto a que isto se possa esclarecer sem uma comissão de inquérito do que estávamos no princípio, mas não nos vamos precipitar. Nós vamos ver se com os meios normais parlamentares conseguimos que sejam dados todos os esclarecimentos”, disse.
Porfírio Silva – que não integra o Secretariado Nacional mas foi encarregado por José Luís Carneiro para fazer esta declaração – criticou ainda o “método seguido até agora pelo ministro da Educação de sacudir a água do capote sistematicamente” e não assumir as suas responsabilidades.
“E agora, pela boca do primeiro-ministro, também são os professores os responsáveis e responsáveis com dolo, porque aquilo que o primeiro-ministro disse foi que há resistências e, portanto, há perturbação causada pelos próprios professores”, criticou.
Para o deputado do PS esta declaração “é ainda mais grave e mais surpreendente” porque “se há alguma coisa que está a funcionar neste momento, são os professores classificadores”.
O foco do PS, de acordo com Porfírio Silva, é que a publicação das pautas das notas seja feita na sexta-feira “com rigor e com fiabilidade”, o que considera ser decisivo “para que a vida destas pessoas possa continuar”.
“No entanto, se tudo correr como nós desejamos, e é que corra bem nesse dia, o assunto das responsabilidades por tudo aquilo que aconteceu não está encerrado e terá de ser trabalhado”, remeteu.

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