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WRC: quem pode vencer o Rali da Estónia?

WRC: quem pode vencer o Rali da Estónia?

Diz a história que será um nórdico a vencer o Rali da Estónia. Até aqui no WRC, Ott Tanak, Kalle Rovanpera e Oliver Solberg foram os pilotos que venceram as cinco edições realizadas.
O Rali da Estónia consolidou-se como uma das provas mais rápidas e emblemáticas do Campeonato Mundial de Ralis. A ascensão da popularidade da modalidade no país, impulsionada pela conquista do título mundial por Ott Tänak em 2019, abriu caminho para a sua integração oficial no calendário internacional.
A estreia da prova no campeonato, em 2020, ocorreu num contexto de exceção. Devido à pandemia de COVID-19, que forçou o cancelamento de múltiplos ralis, incluindo, Portugal, a FIA necessitou de encontrar alternativas céleres para assegurar a legitimidade da temporada. O Rali da Estónia foi integrado no calendário com um aviso prévio de apenas dois meses, sendo anunciado no início de julho para se realizar no início de setembro.
As estradas estónias são frequentemente comparadas às finlandesas devido à sua natureza rápida, embora apresentem menos saltos naturais. Embora o traçado, fluido e suave, seja elogiado pelos pilotos, as superfícies tendem a deteriorar-se ao longo das passagens, formando sulcos profundos, particularmente em curvas e cruzamentos. Desde a sua estreia, o domínio tem sido marcado por nomes como Kalle Rovanperä, que venceu três edições consecutivas entre 2021 e 2023, com o triunfo mais recente, em 2025, a pertencer a Oliver Solberg. Tanak venceu a primeira edição no WRC, em 2020.
O impacto da posição na estrada e os favoritos à vitóriaO Rali da Estónia, uma das provas mais rápidas e exigentes do calendário, apresenta-se como um desafio onde a estratégia de gestão de estrada pode ditar o vencedor. Entre os nomes em destaque pelas piores razões nas previsões iniciais encontra-se Elfyn Evans.A sua posição de partida, como primeiro na estrada, é apontada como uma desvantagem significativa, que poderá resultar numa perda de tempo entre 0,2 a 0,6 segundos por quilómetro devido à necessidade de ‘limpar’ a terra solta.Esta condição, que reduz o nível de aderência e aumenta o desgaste dos pneus, deverá condicionar a confiança do piloto nas curvas de sexta velocidade. Situação semelhante aplica-se a Takamoto Katsuta, que, ao partir da segunda posição na estrada na sexta-feira, deverá enfrentar também dificuldades para manter o ritmo dos líderes, podendo perder entre 15 a 30 segundos ao longo do primeiro dia de prova.
Apostas na surpresa e no favoritismoPor outro lado, o cenário revela oportunidades para nomes menos esperados. John Armstrong e Martin Sesks, pilotos da M-Sport, são apontados como potenciais surpresas do evento. Armstrong, com experiência acumulada no Campeonato Europeu de Ralis (ERC), beneficiará do seu ritmo em estradas rápidas, enquanto Sesks corre em terreno que conhece profundamente, aproximando-se das características dos troços da sua região, a Letónia.Quanto aos favoritos à vitória, a disputa deverá concentrar-se num grupo restrito. Thierry Neuville surge como a principal aposta, beneficiando de uma posição de partida ligeiramente mais favorável que Oliver Solberg e Adrien Fourmaux. Contudo, a competitividade é tal que o equilíbrio deverá ser grande, até porque a rapidez dos troços não ‘convida’ a grandes margens no cronómetro.
Apesar do otimismo, a incerteza permanece. Pilotos como Esapekka Lappi poderão enfrentar dificuldades devido à adaptação ao set-up do Hyundai, enquanto a consistência demonstrada por nomes como Josh McErlean em ralis de sobrevivência poderá permitir-lhe subir na classificação caso evite erros fatais. O Rali da Estónia promete, assim, uma prova de foco absoluto, onde cada detalhe na gestão de estrada determinará quem conseguirá manter-se na luta pelo lugar mais alto do pódio.
Terceiro no campeonato a 37 pontos da frente, Sébastien Ogier sabe que Elfyn Evans está a ficar pressionado e a margem já não obriga o francês a recuperar tudo rapidamente, pois faltam ainda seis provas. E todas de terra. Takamoto Katsuta sabe que não tem ‘arcaboiço’ para o título, corre por fora, mas não é por acaso que está em segundo a 11 pontos de Evans. Desprezá-lo pode ser um erro.O favorito a vencer esta prova é Oliver Solberg, mas temos que alertar para a enorme quantidade de erros que tem vindo a cometer.Se não os tiver, nesta prova, provavelmente, vence-a. Sami Pajari já fez um quarto lugar na Finlândia, em 2024, mas na Estónio só no ano passado correu de Rally1, e foi sétimo. Talvez faça melhor, mas é difícil lutar pela vitória.Depois, Adrien Fourmaux, Thierry Neuville, Esapekka Lappi, todos têm condições de fazer um bom resultado, nada têm a perder caso arrisquem mais, pois já estão muito atrasados no campeonato, por isso há que contar com eles, se não para vencer, pelo menos para bons resultados.

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