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Presidente do IFAP: “Temos de ter instrumentos preparados para quando aparecem os problemas”

Presidente do IFAP: “Temos de ter instrumentos preparados para quando aparecem os problemas”

Luís Souto Barreiros, presidente do IFAP I.P. – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas, defende que “flexibilidade e agilidade” são as melhores armas para fazer face a um mundo onde as alterações climáticas são o novo normal. 
“Temos que gerir o risco e temos que ter instrumentos preparados para quando aparecem os problemas poder andar depressa”, afirmou no VIII Colóquio Hortofrutícola, que esta sexta-feira, 17, decorreu em São Teotónio, no concelho de Odemira.
Os riscos climáticos estão aí para ficar, são certos, mas acabam sempre por nos surpreender, porque nunca se sabe quando vão acontecer, o que atira para um canto o valor das séries históricas. Na União Europeia, acrescenta, está-se ciente de que é necessário criar outro tipo de mecanismos: “Os instrumentos que temos estão vocacionados para outras realidades. Temos que pensar em novos modelos (…) olhar para o processo e redesenhá-lo”. 
Lembra que os seguros tiveram uma grande mudança há 10 anos, mas há hoje várias realidades, sendo a “flexibilidade” e a “agilidade” apontadas como questões-chave pelo presidente do IFAP I.P. “Os apoios têm de ser diferentes, mais curtos no tempo e de forma diferente”, salienta.
Luís Souto Barreiros defende também que é preciso “cortar com as regras rígidas de antes”, que “a certa altura é preciso parar de discutir e andar para a frente”. 
O presidente do IFAP I.P. – Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas alinha pelo mesmo diapasão de Helena Cortes Cavaco, vice-presidente da CCDR Alentejo, no que se refere às tempestades: “Houve reação” e “foram implantados diversos instrumentos”. 
No painel sobre o Impacto económico dos choques climáticos, resiliência das empresas e políticas públicas necessárias no presente e no futuro, moderado por José Diogo Albuquerque, especialista em políticas agrícolas e antigo secretário de Estado da Agricultura, intervieram também Carlos Vicente, managing director da Vitacress, Helena Cortes Cavaco, vice-presidente da CCDR Alentejo, e Miguel Morgado, professor na Universidade Católica, que defendeu que a resignação europeia deve dar lugar à ambição e crescimento.
Além da necessidade apontada à agricultura de ter uma visão, como já existe para a água, o painel concluiu ainda que os apoios têm de ser feitos de forma diferente; os seguros têm de ser mais flexíveis para o futuro; os agricultores têm de precaver-se porque só com os apoios não chega; o sector precisa de maior absorção da tecnologia; não deverá haver discriminação do Estado entre pequenos e grandes empresas; e é preciso cabar com a melancolia e comunicar melhor.
O Colóquio Hortofrutícola é uma iniciativa da Lusomorango em parceria com a Universidade Católica, que tem o Jornal Económico como media partner.
Joel Vasconcelos, Diretor-Geral da Lusomorango, em entrevista ao Jornal Económico afirma que  “garantir água é criar riqueza, emprego, investimento e desenvolvimento para o país”.

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