Exames do secundário 2026: notas de Matemática sobem e de Português descem
Na primeira fase dos exames nacionais do ensino secundário foram realizados 303.563 provas, tendo as notas sido divulgadas esta terça-feira, 21 de julho, ao fim da tarde. Pode consultar aqui, os resultados oficiais na íntegra.enes_hmlg2026_F1_resumo
A média na prova de Português realizada por 77 mil alunos, obrigatória para todos os alunos do 12.º é este ano de 11,4 valores, numa escala de 1 a 20. Desceu 1,2 valores face aos 12,6 do ano passado.
Já a média de Matemática A, prova realizada por 37 mil alunos, a segunda mais frequentada, sobe para 11,4 valores. No ano passado, na 1.ª fase dos exames, tinha sido de 10,5.
Biologia e Geologia, realizadas por 34.487 alunos, também desce para 11,4 valores, face aos 12,4 registados no ano passado.
A média de Literatura Portuguesa é a única negativa nas pautas: 9,6 valores. A prova foi realizada por 877 alunos. Em contrapartida, Inglês, exame feito por mais de 15 mil alunos, regista a média mais alta, no grupo das disciplinas com mais alunos inscritos: 15,3 valores.
Física e Química A, realizada por 32.222 alunos, também subiu, embora marginalmente, de 11,10 para 11,1.
Geografia A, com quase 17 mil alunos examinados, sobe de 10,1 para 10,7 valores.
Geometria Descritiva A é a disciplina que vê a média nacional subir mais. Passa de 8,9 valores para 11,4 (mais 2,5 valores).
Os exames são o ponto final do ensino secundário, mas servem igualmente para a média de ingresso no ensino superior público, cuja primeira fase do concurso nacional de acesso teve início esta segunda-feira, terminando no dia 6 de agosto.
ste ano, os exames realizados por cerca de 166 mil alunos foram feitos em papel, corrigidos pela primeira vez em formato digital na Plataforma de Classificação e Supervisão. O processo implicou a sua digitalização e só depois a distribuição pelos professores para serem avaliados.
Problemas informáticos atrasaram o processo que devia ter arrancado totalmente no dia 23 de junho e terminado com a publicação das notas no dia 14 de julho, um prazo que a tutela se viu obrigada a adiar para 17 de julho.
O processo foi denunciado por sindicatos, movimentos de professores e deputados dos partidos da oposição, como de “caos generalizado”, com atrasos, falhas na atribuição de classificadores e professores convocados para corrigir provas de disciplinas que não lecionam. Até correu uma petição visando a anulação dos exames.
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