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Bruxelas multa AliExpress em 550 milhões por falhas graves no controlo de produtos ilegais

Bruxelas multa AliExpress em 550 milhões por falhas graves no controlo de produtos ilegais

De acordo com o comunicado oficial da Comissão Europeia, a plataforma “não avaliou diligentemente o risco de disseminação de produtos ilegais, inseguros ou contrafeitos” e falhou em implementar medidas eficazes para travar a sua circulação. Entre as principais falhas identificadas estão a insuficiência de recursos humanos para moderação de conteúdos, a ineficácia dos sistemas automáticos de deteção e a incapacidade de impedir que produtos ilegais permanecessem disponíveis durante semanas.
O executivo comunitário concluiu também que os sistemas de recomendação e publicidade da plataforma contribuíram para amplificar a visibilidade de produtos ilegais, enquanto os mecanismos de controlo podiam ser facilmente contornados através da categorização incorreta dos produtos. Além disso, a política de sanções a vendedores infratores não foi devidamente aplicada.
Citada no comunicado da Comissão, a vice-presidente executiva para a Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, sublinhou que “a disseminação de roupa contrafeita, brinquedos inseguros, cosméticos perigosos e outros produtos ilegais e nocivos não é um custo inevitável das compras online — é uma falha da AliExpress no cumprimento das suas obrigações ao abrigo da Lei dos Serviços Digitais”.
A multa teve em conta a gravidade das infrações, o número de utilizadores afetados na União Europeia e a duração das falhas, que se prolongaram pelo menos até junho de 2025. Ainda assim, a Comissão considerou como fator atenuante o caráter recente da legislação.
A AliExpress terá agora até 20 de outubro de 2026 para apresentar um plano de ação com medidas concretas para corrigir as irregularidades. O plano será analisado pelo Comité Europeu dos Serviços Digitais, podendo o incumprimento levar à imposição de sanções adicionais.
Segundo o El País, a empresa reagiu com desagrado à decisão, afirmando em comunicado que “temos trabalhado de forma construtiva com a Comissão Europeia […] e fizemos inúmeros avanços e assumimos diversos compromissos voluntários para responder às crescentes exigências da Lei dos Serviços Digitais (DSA)”. A empresa acrescenta: “Discordamos da decisão tomada hoje e do valor da multa […]. Estamos a analisar cuidadosamente a decisão e a considerar todas as opções disponíveis.”

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