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Arrendar casa em Portugal: procura cresce 36% no segundo trimestre

Arrendar casa em Portugal: procura cresce 36% no segundo trimestre

A procura de casa para arrendar cresceu 36% em Portugal no segundo trimestre do ano num contexto em que se regista uma descida de 2,4% das rendas, de acordo com uma análise do portal “idealista” revelada esta quarta-feira.
Esta mesma análise do “idealista” destaca ainda que, em Portugal, cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 24 contactos durante o segundo trimestre de 2026, o que resulta num aumento de 36% face ao mesmo período do ano anterior.
“A descida das rendas não significa que o mercado esteja menos pressionado. A procura continua muito acima da oferta disponível e cada nova casa anunciada continua a concentrar dezenas de potenciais interessados”, destaca Ruben Marques, porta-voz do idealista.
Neste período, e sem grande surpresa, as capitais de distrito portuguesas foram aquelas em que se registou a maior média de contactos por anúncio: Santarém, com 34 contactos, seguida de Leiria (30), Évora (29), Faro e Setúbal (28). Com níveis elevados de procura encontram-se ainda Ponta Delgada (25), Castelo Branco (22), Lisboa (21) e Porto (21).
Portalegre e Vila Real registaram os valores mais baixos, com 8 e 12 contactos por anúncio, respetivamente, sendo as capitais com menor pressão da procura no período analisado.
A média de contactos por anúncio aumentou em nove capitais e diminuiu em outras nove, enquanto Beja e Bragança se mantiveram estáveis face ao mesmo período do ano anterior.
A maior subida da procura registou-se em Coimbra, com um aumento de 153%, seguindo-se o Porto (146%), Lisboa (53%) e Braga (19%). Destacam-se ainda Leiria (13%), Santarém (11%), Setúbal (8%) e Viana do Castelo (7%). Por outro lado, a maior quebra ocorreu em Portalegre (-84%), seguida do Funchal (-42%), Vila Real (-33%) e Faro (-23%). Também se registaram recuos em Ponta Delgada (-18%), Guarda (-14%) e Castelo Branco (-5%).

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