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Escassez de competências leva empresas portuguesas a investir no desenvolvimento interno, segundo Guia Hays 2026

Escassez de competências leva empresas portuguesas a investir no desenvolvimento interno, segundo Guia Hays 2026

Quase dois terços das empresas portuguesas (63%) admitem sentir escassez de competências, o que as está a obrigar a reforçar o investimento no desenvolvimento interno das equipas, segundo o Guia Hays 2026.
De acordo com o estudo, 58% das organizações classifica a falta de competências como moderada e 5% como extrema. Apenas 7% afirma não enfrentar este problema.
Entre as principais causas apontadas estão o reduzido interesse das novas gerações por determinadas profissões (37%), a falta de competitividade salarial e de benefícios (35%) e a crescente concorrência pelo talento (33%). O desalinhamento entre a formação académica e as necessidades das empresas (24%) e a insuficiente oferta de programas de formação ajustados ao mercado (23%) são também referidos.
Perante este cenário, 49% das empresas privilegia estratégias de upskilling, reforçando as competências dos colaboradores nas funções atuais. Já apenas 12% investe em programas de reskilling, orientados para a preparação de profissionais para novas funções.
“Num mercado em que a escassez de talento continua a desafiar as organizações, a resposta não passa apenas por recrutar mais, mas por recrutar melhor e desenvolver o potencial existente”, afirma Matilde Moreira, Strategic Accounts Director da Hays Portugal.
O estudo aponta ainda um desfasamento entre o que as empresas dizem disponibilizar e o que os profissionais reconhecem. Do lado dos empregadores, 82% refere programas internos de formação ou workshops, 55% plataformas de aprendizagem online, 42% apoio financeiro a cursos e certificações e 31% programas de mentoria ou coaching.
Já entre os profissionais, 31% afirma não receber qualquer apoio para desenvolver competências na função atual. Apenas 28% refere ter acesso a formação interna, 25% a plataformas online e 11% a apoio financeiro.
Quando questionados sobre o que mais valorizam, os colaboradores colocam em primeiro lugar o financiamento de cursos e certificações (62%), seguidos de percursos de carreira estruturados (36%).
O Guia Hays 2026 revela ainda que apenas 34% dos empregadores considera que as instituições de ensino preparam adequadamente os estudantes para as exigências do mercado de trabalho. As principais fragilidades apontadas são o desalinhamento com a realidade das empresas (79%), o excesso de componente teórica (70%) e o reduzido desenvolvimento de competências comportamentais (59%).
A Hays é uma empresa especializada em recrutamento e soluções de recursos humanos, presente em 30 países.

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