Receitas dos casinos em Macau voltam a registar em julho variação negativa de 8,4%
Os casinos de Macau faturaram em julho 20.260 milhões de patacas, (2,18 mil milhões de euros), o que representa uma variação homóloga negativa de 8,4%, mas um crescimento de 9,38% em relação a junho último.
A receita bruta acumulada pelos casinos nos primeiros seis meses do ano ascendeu a 147.161 milhões (15,845 mil milhões de euros), mais 4,4% por comparação com o período entre janeiro e junho de 2025, anunciou este sábado a Direção de Inspeção e Coordenação de Jogos (DICJ) da região administrativa especial chinesa.
Os casinos tinham registado em junho receitas brutas de 18,5 mil milhões de patacas (1,94 mil milhões de euros), o que foi valor mais baixo do ano, numa queda homóloga de -12,1% e em cadeia de -18,1%.
Apesar do segundo mês consecutivo de variação negativa (-12,1% em junho e -8,4% em julho), a receita bruta acumulada pelos casinos até ao final do sétimo mês do ano mantém-se em terreno positivo (+4,4%), graças ao desempenho nos primeiros cinco meses, sempre acima dos dois dígitos, ainda que em queda quase constante, de 24% em janeiro, até 10,9% em maio.
Macau fechou 2025 com receitas totais de jogo de 247.404 milhões de patacas (cerca de 26,64 mil milhões de euros), mais 9,1% do que no ano anterior (226,8 mil milhões de patacas ou 24,48 mil milhões de euros).
Capital mundial do jogo, Macau é o único local na China onde o jogo em casino é legal.
Operam no território seis concessionárias — MGM, Galaxy, Venetian, Melco, Wynn e SJM — que renovaram, em dezembro de 2023, o contrato de concessão para os dez anos seguintes e que entrou em vigor a 1 de janeiro de 2024.
As receitas fiscais do jogo têm representado, de forma consistente, quase 90% das receitas correntes de Macau e os últimos dados sobre o peso direto do jogo no produto interno bruto (PIB) da região é 47,3%, segundo o relatório da “Estrutura Sectorial de Macau”, publicado no final de 2025 pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) da Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), tendo como referência o ano económico de 2024.
A economia de Macau travou fortemente no segundo trimestre do ano, crescendo 0,3%, depois de uma subida de 7,1% nos primeiros três meses do ano, colocando o crescimento do PIB no primeiro semestre nos 3,7% em termos homólogos.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a economia de Macau desacelere este ano para 3,3%, em resultado da menor atividade do setor do jogo e do prolongamento de taxas de juro elevadas.
O PIB de Macau em 2025 cresceu 4,7% em termos reais, atingindo um valor preliminar de cerca de 417,28 mil milhões de patacas (43 mil milhões de euros), segundo os dados divulgados pela DSEC.
Share this content:



Publicar comentário