Os sustos brutais que abalaram o Rali da Finlândia
Despiste surreal de Ogier – e não só – agita um sábado de caos na Finlândia
O Rali da Finlândia foi palco de incidentes dramáticos ao longo do dia de sábado, entre eles o de Sébastien Ogier e Julien Ingrassia, que sofreram um despiste estranhíssimo a alta velocidade durante a 17ª especial, com a Toyota ainda a tentar perceber o que se passou. Se foi erro, ou algo se partiu no carro, um furo. Tudo será analisado a seu tempo. Certo é que a trajetória do francês na longa esquerda já deixava perceber que dificilmente faria a direita seguinte, só que tudo sucedeu tão rápido, que somente nas repetições se percebeu isso.Agora, o importante é que não existam lesões – aparentemente não – mas nada como esperar para ver.
As circunstâncias do acidente e o estado da equipaO acidente ocorreu numa secção extremamente rápida do traçado. Após contornar uma curva rápida à esquerda e de cortar o vértice da mesma em aparente controlo, o carro de alguma forma desestabilizou-se. A equipa francesa alargou a trajetória, e não conseguiria descrever normalmente a curva seguinte à direita, pelo que saiu em frente pelo interior da floresta e derrubando várias árvores pelo caminho antes da viatura se imobilizar.
Felizmente, as consequências físicas parecem não refletir a violência do embate. A equipa Toyota apressou-se a clarificar o estado de saúde da dupla, anunciando: «A atualização sobre a equipa número um é que tanto o piloto como o navegador conseguiram sair do carro sem assistência. Estão ambos conscientes, de forma geral bem, e serão transportados para o hospital para exames adicionais. A equipa dará mais atualizações oportunamente». Sabe-se que Sébastien Ogier foi transportado de helicóptero para observações, enquanto Julien Ingrassia seguiu por via terrestre através de ambulância.
A estrutura de segurança do carro revelou-se fundamental. A dissipação de energia através dos múltiplos capotanços e a eficácia da célula de segurança, combinada com os desenvolvimentos ao nível dos bancos, capacetes e sistemas HANS, evitaram – felizmente – cenários de maior gravidade.
A reviravolta nas classificaçõesEste desfecho altera substancialmente o topo da tabela classificativa, num dia já marcado por várias saídas de estrada. O abandono de Ogier deixa Sami Pajari — que procurava a sua segunda vitória consecutiva no campeonato — no comando do rali, ficando em posição privilegiada caso consiga concluir o derradeiro dia.A saída do experiente piloto francês baralha as contas da época, e levanta interrogações sobre a disponibilidade da dupla — ou de Vincent Landais, que se encontrava ausente na Finlândia — para as próximas provas.
Um rali marcado por acidentesA jornada de sábado ficou assombrada por múltiplos incidentes que sublinham as dificuldades extremas e as margens de erro quase nulas associadas ao Rali da Finlândia.
Durante a manhã, também Roope Korhonen viu a sua prova chegar ao fim após topar e rolar suavemente numa valeta. Pouco depois, Mārtiņš Sesks protagonizou um despiste semelhante. Sesks assumiu a responsabilidade pelo acidente: «Não atingi o ‘apex’ correto, o carro alargou e apanhei uma vala na berma que nos atirou ao ar e capotamos várias vezes». Também Elfyn Evans se juntou à lista de acidentados matinais. O galês entrou rápido demais na curva, o carro foi à valeta e para Evans o tirar de lá foi impossível, capotando.Ironicamente, o pai, Gwyndaf Evans, estava no local. Há coisas do “arco da velha”…Foi possível ao piloto colocar a viatura em andamento com a curiosa ajuda do próprio pai…Ainda outro grande susto com o acidente de Arthur Pelamourgues e todos estes percalços traduzem um Rali da Finlândia levado ao limite, atestando a dureza de uma rali que não tolera o mínimo erro.
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