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Kris Meeke: “Quando o carro funciona e o ritmo aparece, a sensação é única, este é um dos melhores ralis do mundo”

Kris Meeke: “Quando o carro funciona e o ritmo aparece, a sensação é única, este é um dos melhores ralis do mundo”

Kris Meeke fez um balanço positivo do Rali da Madeira, após superar as adversidades que ele próprio causou ao despistar-se logo no primeiro troço de abertura na 6ª feira. Depois a ‘aventura’ que foi, desde o momento do acidente, em que percorreu os troços e ligações até ao parque de assistência com a roda traseira esquerda ‘pendurada’, conseguiu chegar à assistência com a Sports & You a dar-lhe um carro que lhe permitiu vencer 10 das 15 classificativas da prova.
Confrontado sobre o seu desempenho global de rapidez na grande maioria dos troços, o piloto manifestou contentamento com os resultados obtidos: “Sim, honestamente, depois de tudo o que aconteceu ontem, para ser honesto, deveríamos ter desistido do rali”. Explicando o sucedido, Meeke reconheceu que o incidente inicial se deveu a uma falha sua: “Foi um erro”. Mas demonstrando uma enorme resiliência perante as adversidades técnicas, o piloto destacou a importância de nunca baixar os braços face aos danos sofridos na suspensão: “Eu tenho isto em mim, de nunca desistir de tentar, e com o braço de suspensão do carro partido, consegui fazer todos os quilómetros e regressar à assistência”, disse à Antena 3 Madeira.
Meeke acrescentou ainda que a margem foi reduzida, referindo que se o troço de ligação tivesse mais dois quilómetros não teria conseguido regressar à assistência. Consequentemente, mostrou-se extremamente grato por ter alcançado o parque de assistência, o que lhe permitiu encontrar o ritmo ideal, conhecer melhor as classificativas e tirar valiosas conclusões com o carro, perspetivando já um regresso competitivo no próximo ano.
“Estou muito grato por ter conseguido voltar à estrada, porque assim pude tentar entrar num ritmo e aprender os troços, aprender o carro. E agora acho que temos uma base muito boa para poder voltar no próximo ano.Quando o carro funciona e o ritmo aparece, a sensação é única. Este é um dos melhores ralis do mundo”, disse Meeke, que foi mais fundo na explicação: “quando regressei o carro não estava com a afinação perfeita porque as rodas estavam um pouco desalinhadas. Mas depois conseguimos colocar tudo melhor com a afinação e a partir daí o carro esteve, honestamente, muito perto da perfeição, o Toyota foi incrível e, sim, quero voltar”, disse.
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