Exército de Sua Majestade vai usar drone português
O exército de Sua Majestade Carlos III do Reino Unido vai usar um drone português. O AR5 da Tekever serviu de base para o Corvus que vai aumentar a capacidade de vigilância de ‘His Majesty’s Armed Forces’, com o contrato a valer 400 milhões de libras durante cinco anos, com possibilidade de extensão.
O drone nacional “oferece uma autonomia, capacidade de sensores e fiabilidade significativamente melhoradas, transportando até 50 kg de carga útil de vigilância, incluindo câmaras e sensores. O sistema proporcionará vigilância e reconhecimento contínuos através da recolha de informações 24 horas por dia, fornecendo dados em tempo real para apoiar a tomada de decisões na linha da frente e ajudar a proteger as forças britânicas”, segundo a Tekever.
A produção vai ter lugar nas novas instalações da Tekever no Reino Unido em Swindon, que também desenvolve engenharia em Bristol e Southampton, assim como atividades de formação, ensaio e avaliação em no País de Gales.
A companhia lusa recorda a sua experiência operacional na Ucrânia, onde os seus drones já realizaram mais de 50 mil horas de voo operacional desde o início da invasão do país pela Rússia desde 2022.
“A Tekever foi criada com base na convicção de que a vantagem operacional depende da adaptação contínua. O CORVUS confirma essa visão, ao reunir experiência operacional, autonomia baseada em IA e capacidade industrial soberana num programa concebido para evoluir ao longo de toda a sua vida útil. Acreditamos que é assim que se alcançará uma vantagem operacional duradoura”, disse o presidente da empresa Ricardo Mendes.
Já Wes Streeting, secretário da Defesa do Reino Unido, deixou elogios ao drone nacional: “Comprovado na Ucrânia e concebido para proteger os soldados britânicos em todo o mundo, escolhemos o drone TEKEVER AR5, fabricado no Reino Unido, para equipar o nosso pessoal com material que os manterá à frente das ameaças emergentes. Este investimento apoiará as nossas tropas em missão, ao mesmo tempo que impulsiona a reindustrialização e apoia a inovação britânica”.
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