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Mobilidade elétrica: autonomia, custo e risco travam compra

Mobilidade elétrica: autonomia, custo e risco travam compra

A segunda edição do Observatório da Mobilidade Yoyomove conclui que o interesse pela mobilidade elétrica está a aumentar, mas a decisão de compra continua condicionada por fatores como o risco económico, a autonomia e as limitações associadas às operações de carregamento das baterias.
Segundo o estudo, 29% dos inquiridos admitiram o interesse ativo na compra de veículo elétrico e 42% mostram-se “abertos ou curiosos” à possibilidade, mas só 30,4% afirmaram sentir-se preparados para a adoção da tecnologia. Na escolha do próximo automóvel, a motorização híbrida apresenta-se como opção preferencial (35%), enquanto o elétrico puro representa apenas 9%.
A análise indica ainda que os veículos com motorizações elétricas ou eletrificadas, paradoxalmente, são mais bem aceites fora dos grandes centros urbanos. Nos municípios de menor dimensão, a propensão para adquirir um elétrico atinge os 62%, “contra” 42% nas áreas metropolitanas, onde apenas 32% dos residentes dispõem de carregamento doméstico, percentagem muito abaixo dos 59% fora das cidades.
Entre os condutores de Sport Utility Vehicles (SUV), 81% procuram motorizações eletrificadas, enquanto, entre os utilizadores que percorrem mais de 30.000 km por ano, 35% optam por veículos 100% elétricos.

Autonomia mantém-se no topo das preocupações
A autonomia continua a ser apontada como uma das principais preocupações, com 67% dos inquiridos a exigirem um mínimo de 450 km. Ainda assim, o estudo refere que esta questão tende a perder relevância na fase final da decisão de compra, assumindo, sobretudo, a forma de obstáculo psicológico.
O preço (57,8%) e a autonomia (50,8%) lideram a lista das barreiras identificadas, embora o fator determinante seja mesmo a previsibilidade dos custos. Neste contexto, 77% dos inquiridos consideram que o aluguer de longa duração pode facilitar a transição para a mobilidade elétrica e 80,2% referem maior confiança em soluções do tipo “tudo incluído”.
O estudo conclui que a transição para a mobilidade elétrica está em curso, mas permanece condicionada por fatores económicos, infraestruturais e de informação.
Recentemente, a Yoyomove, entidade responsável por este Observatório, foi incluída no “ranking Sifted 100: Southern Europe”, que destaca as “start-ups” com maior crescimento no sul da Europa. A empresa, fundada em Turim em 2021, anunciou também o lançamento de um Round A de financiamento, com o objetivo de acelerar a expansão europeia e preparar a entrada na Alemanha em 2027.
A Yoyomove, atualmente, opera em diversos mercados europeus, incluindo Portugal, e aposta no aluguer de longa duração como solução para reduzir o risco associado à adoção de veículos eletrificados.
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