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Turandot abre a 7ª edição do Operafest no Convento dos Capuchos

Turandot abre a 7ª edição do Operafest no Convento dos Capuchos

Entre 5 de agosto e 11 de setembro, o Operafest divide-se entre Oeiras e Lisboa para celebrar o canto lírico. Turandot (5 a 9 agosto) marca o início da 7ª edição num cenário por si só “operático”, o Convento da Cartuxa, em Caxias.
A última ópera de Giacomo Puccini é, também, uma das mais grandiosas óperas de sempre e, a assinalar o seu centenário, será apresentada a produção original do Hessisches Theater de Wiesbaden, estreada em 2024. Conta um grande elenco internacional e tem como protagonista a reputada soprano russa Olesya Golovneva e o tenor mexicano Rodrigo Garull, sob a direcção musical do maestro Osvaldo Ferreira. A encenação e a cenografia têm a ssinatura da encenadora e cenógrafa alemã Daniela Kerck, que regressa a Lisboa depois do êxito das estreias nacionais de Vanessa de Samuel Barber e de Julie de Philippe Boesmans, na anterior edição do Operafest.
Os Claustros do Convento da Cartuxa recebem, também, a 14 e 15 de agosto, As Bodas de Fígaro de Wolfgang Amadeus Mozart, que conta com o humor mordaz do libreto de Lorenzo da Ponte, baseado na obra de Beaumarchais. Em As bodas de Figaro, uma das mais famosas óperas de Mozart, o enredo desenrola-se ao longo de um único dia – o dia do casamento de Figaro e Susanna. Desde a primeira nota, esta deliciosa ópera-bufa segue os termos de uma comédia de enganos, com identidades trocadas e constantes reviravoltas. Nela brilhará um elenco nacional, sob a direcção do maestro Pedro Carneiro e encenação de Mónica Garnel, acompanhados pela Orquestra de Câmara Portuguesa.
Lisboa será palco da estreia absoluta das performances Anátema (3 setembro), que junta a soprano –  e diretora artística do Operafest – Catarina Molder e a bailarina e coreógrafa Tânia Carvalho, numa celebração de Camilo Castelo Branco. O festival apresenta ainda uma performance de, e com, Gustavo Sumpta, Enigma, névoa e nada (5 setembro), que se inspira no riso, “anunciado como fonte de sabedoria, no exercício de educar os homens e na construção do saber.”
A parceria com a Cinemateca Portuguesa, o Cine-Ópera, ciclo que cruza ópera e cinema, também está de volta, de 1 a 10 de setembro, com um quarteto de filmes que nos contam histórias em torno da ópera: E a Nave va de Frederico Fellini, Turandot de Franco Zeffirelli, Amadeus de Milos Forman e Aria, o filme antológico que reúne dez grandes nomes do cinema.
A fechar a 7ª edição do Operafest, duas óperas em estreia absoluta, a partir de dois libretos encomendados para o efeito ao dramaturgo Miguel Castro Caldas, que assim se estreia neste género. Vida secreta de coisa de Francisco Lima da Silva e Último Andamento de Pedro Finisterra, encenadas por Rita Calçada Bastos e direcção musical de Diogo Costa, a 11 de setembro, no Teatro Camões. Um grand finale que faz o pleno da 5ª edição do concurso de ópera contemporânea Maratona Ópera XXI.
O Operafest apresenta ainda, no âmbito cultural do El Corte Inglês, as Conferências em torno da programação desta edição, Turandot: a femme fatal de Puccini? pelo compositor António Chagas Rosa, e Amor & Arsénico: a química nos bastidores da ópera por João Paulo André, professor na Universidade do Minho e divulgador científico.
No que respeita ao Laboratório Ópera XXI – plataforma que aposta na formação, profissionalização e dinamização da ópera contemporânea, são várias as iniciativas que decorrem ao longo do ano, dirigidas a profissionais e estudantes da área, com vista ao aprofundamento da técnica vocal e da interpretação.
Consulte aqui a programação completa do Operafest 2026.

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