Empresa portuguesa entre as quatro melhores em concurso da Agência Europeia de Defesa
A empresa portuguesa especializada no desenvolvimento de sistemas aéreos não tripulados para aplicações de defesa, a UA Vision, foi distinguida pela Agência Europeia de Defesa (European Defence Agency – EDA) como a quarta melhor empresa europeia na primeira fase do concurso internacional “Sentinel Strike Challenge”.
Este resultado coloca a empresa entre um grupo muito restrito de empresas europeias de referência, sendo a única portuguesa a integrar o topo da classificação.
O grupo é liderado pela Helsing Germany GmbH, seguida da Destinus BV e pela C-Astral d.o.o. Outras empresas a integrarem o grupo são a Renegade UxS e a Thales.
Para além de lhe ser atribuído o 4.º lugar, a empresa também vai receber um prémio correspondente à primeira fase da competição.
Promovido pela Agência Europeia de Defesa, o concurso envolve uma avaliação rigorosa, que analisa os critérios da maturidade tecnológica, capacidade operacional, integração de sistemas, resiliência em ambientes contestados, segurança, demonstração operacional e geração de evidência técnica.
A candidatura da UA Vision teve um elevado reconhecimento técnico por parte do júri, e obteve a classificação máxima num dos critérios de avaliação relativo ao conceito de demonstração operacional.
Nuno Simões, CEO e fundador da UAVision, afirma que “esta seleção constitui um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pela nossa equipa e da capacidade tecnológica que temos vindo a construir em Portugal”.
“Estamos satisfeitos por poder demonstrar as nossas soluções no âmbito deste programa europeu e continuar a contribuir para o desenvolvimento de capacidades inovadoras na área da defesa”, refere.
Na próxima etapa, que está agendada para setembro, os sistemas desenvolvidos vão ser submetidos a testes e demonstrações em cenários reais de terreno, simulando condições operacionais próximas da utilização em contexto militar. Esta segunda fase constituirá a validação prática das soluções tecnológicas perante representantes das forças armadas e especialistas europeus.
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