Exportações chinesas crescem 17,8% em julho
O valor das exportações chinesas para o exterior aumentou 17,8% em termos homólogos em julho para cerca de 2,71 biliões de yuan (348.81 mil milhões de euros), segundo dados oficiais publicados hoje.
Após vários meses de uma tendência de subida, os valores demonstram agora uma desaceleração em relação à subida de 20,8% em junho para as vendas chinesas para o exterior, um motor determinante para a segunda economia mundial perante os problemas internos de procura.
Os valores divulgados pela Administração Geral das Alfândegas do país asiático apontam, por sua vez, para um aumento de 21,2% em comparação com o mesmo mês de 2025 para as importações, que alcançaram cerca de 1,95 biliões de yuan (250,19 mil milhões de euros).
Assim, no sétimo mês do ano, o excedente comercial chinês situou-se em cerca de 767,07 mil milhões de yuan (98,64 mil milhões de euros), o que supõe um aumento de 8,79% em termos homólogos.
Em julho, o total das trocas comerciais entre a China e outros países somou cerca de 4,66 biliões de yuan (598,92 mil milhões de euros), uma subida de 19,2% em comparação com o mesmo mês do último período.
Os dados divulgados hoje também refletem que esse indicador cresceu 17,3% no acumulado entre janeiro e julho, com as importações a aumentarem significativamente mais (+22%) do que as exportações (+14%).
As autoridades alfandegárias chinesas também apresentaram hoje os dados do comércio externo denominados em dólares, utilizados como referência pelos analistas internacionais e que habitualmente apresentam divergências face aos divulgados na divisa chinesa devido às flutuações das taxas de câmbio.
Na moeda norte-americana, as vendas para o estrangeiro aumentaram 23,9% em termos homólogos para cerca de 397,85 mil milhões de dólares (345,29 mil milhões de euros), enquanto as importações cresceram a um ritmo ainda mais rápido (+27,5%) atingindo 285,35 mil milhões de dólares (247,65 mil milhões de euros).
Após subirem 27% e 36%, respetivamente, em junho, os analistas antecipavam uma desaceleração do crescimento, mas situavam o seu prognóstico para as exportações nos 22,2%, abaixo do dado final, e o relativo às compras de bens estrangeiros acima, nos 27,9%.
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