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Shein prepara entrada em bolsa mas avaliação já caiu mais de 70%

Shein prepara entrada em bolsa mas avaliação já caiu mais de 70%

A empresa chinesa de comércio online Shein prepara a sua entrada em bolsa em Hong Kong. De acordo com a Bloomberg a empresa justifica uma avaliação entre os 22 mil milhões de dólares e os 25 mil milhões de dólares (19 mil milhões de euros e 21,6 mil milhões de euros). Trata-se na pior das hipóteses de uma quebra de 78% face à avaliação de 100 mil milhões de dólares (86,5 mil milhões de euros), atingida em 2022.
O valor avançado pela Bloomberg fica também abaixo dos 30 mil milhões de dólares (25,9 mil milhões de euros) que alguns investidores esperavam e fica também abaixo dos 66 mil milhões de dólares (57,1 mil milhões de euros) que a organização obteve, em 2023, num ronda de financiamento. De acordo com a agência noticiosa Reuters, a Shein espera uma avaliação entre os 30 mil milhões de dólares e os 40 mil milhões de dólares (25,9 mil milhões de euros e 34,6 mil milhões de euros).
Documentos divulgados relativamente à sua entrada em bolsa, transcritos pela CNBC, mostram uma desaceleração das vendas da empresa no mercado norte-americano e na Europa. Estes já refletem as tarifas norte-americanas e o fim das isenções de que a empresa beneficiava na União Europeia.
“Desde maio de 2025, começámos a repercutir a maior parte dos custos adicionais das tarifas, aumentando os nossos preços no mercado americano. Desde maio de 2025, temos observado um impacto negativo na nossa receita líquida proveniente do mercado americano no resto de 2025”, disse a empresa, transcrita pela CNBC. Entre 2024 e 2025, a receita nos Estados Unidos desceu mais de 3%. E no primeiro trimestre caíram 14%, face ao ano anterior.
“Tal como no mercado americano, esperamos procurar uma vasta gama de opções em resposta, incluindo o aumento dos nossos preços na Europa para compensar parte do aumento dos custos, e poderá haver um impacto adverso a curto prazo no nosso volume de vendas na Europa como resultado. Embora ainda seja cedo para avaliar completamente, é possível que as tendências na União Europeia estejam geralmente em linha com o impacto observado nos Estados Unidos ou o superem após a remoção da isenção de minimis naquele país”, acrescentou a Shein, citada pela CNBC.
Os dados transcritos pela CNBC referem que em 2025 as vendas subiram 9%, face ao ano anterior, ficando distante do crescimento de 33% entre 2023 e 2024. No primeiro trimestre a subida foi de 2%.
Os dados transcrito pela CNBC referem ainda que a rentabilidade da empresa caiu 39% em toda a empresa entre 2024 e 2025 e que no primeiro trimestre a Shein teve um prejuízo 99 milhões de dólares (85,7 milhões de euros), uma descida de 125% face ao lucro de 395 milhões de dólares (341,9 milhões de euros) do ano anterior.

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