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Verão também rima com exposições

Verão também rima com exposições

O Fundo do Mundo, de Grada Kilomba
Albuquerque Foundation | Linhó, Sintra

A Albuquerque Foundation, em Sintra, apresenta O Fundo do Mundo, a primeira grande exposição individual de Grada Kilomba em Portugal em quase uma década. Com curadoria de Jacopo Crivelli Visconti, a mostra reúne instalações de grande escala, site specific e vídeo, propondo uma cenografia do futuro a partir de uma questão filosófica urgente levantada pela artista: “O que o fundo do mar nos diria amanhã, se esvaziado de água hoje?”. Partindo do leito dos oceanos enquanto lugar de memória, simultaneamente arquivo natural de transformações geológicas e repositório de rastros da ação humana, da escravatura e do colonialismo às guerras, crises climáticas e genocídios contemporâneos.
Após décadas de trabalho internacional desenvolvido a partir de Berlim, esta exposição marca o regresso da artista a Portugal e apresenta um conjunto significativo de obras inéditas no país, entre as quais 18 Verses (2022), Labyrinth (2024) e Opera to a Black Venus (2024).

O Fundo do Mundo encontra-se em exibição na Albuquerque Foundation, na Rua António dos Reis, 189, Linhó, em Sintra,  até 27 de setembro.

Connections: Obras da Coleção Albuquerque, curadoria de Becky MacGuire

Connections é a exposição inaugural da Coleção Albuquerque na sua nova casa. Através de quase trezentas peças de estilos, épocas e técnicas diversas, a mostra evidencia as muitas “conexões” que, ao longo de séculos, se estabeleceram entre povos e culturas muito distantes, estimuladas pela produção e pelo comércio da cerâmica e, principalmente, da porcelana.

Connections: Obras da Coleção Albuquerque pode ser vista até novembro de 2026.

INDIA, curadoria de Hervé Perdiolle

Palácio Duques de Cadaval | Évora

O Palácio Duques de Cadaval apresenta INDIA, uma exposição que traz até Évora um dos mais amplos e inesperados olhares sobre a arte contemporânea indiana apresentados em Portugal. Com curadoria de Hervé Perdriolle, figura central na forma como a arte contemporânea não ocidental tem sido pensada e apresentada internacionalmente, INDIA reúne cerca de quinze artistas de diferentes contextos — do urbano às comunidades tribais —, convidando a descobrir uma diversidade de práticas e visões que raramente se cruzam no mesmo espaço. Mais do que uma exposição, é um convite a novas leituras sobre a criação artística global, colocando em diálogo linguagens contemporâneas e tradições ancestrais
Apresentada fora dos grandes centros urbanos, a exposição reforça a crescente importância da descentralização cultural em Portugal, caminho que tem vindo a ser consolidado pelo Palácio Duques de Cadaval ao longo dos últimos anos, afirmando-se como uma plataforma ativa na circulação de discursos artísticos internacionais e na criação de pontes entre diferentes geografias culturais.
INDIA está patente no Palácio Duques de Cadaval, em Évora, até 25 de outubro.
 
Sete Retratos e Outras Obras em Forma de Enlace

Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas | São Miguel, Açores

O Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas, em São Miguel, nos Açores, apresenta Sete Retratos e Outras Obras em Forma de Enlace, uma mostra inédita concebida especificamente para o espaço que celebra a profunda ligação artística e pessoal entre Vieira da Silva e Arpad Szenes.
A seleção de obras revisita a trajetória de um casal cujo encontro, em 1930, deu início a mais de cinco décadas de vivência partilhada entre Paris, Lisboa e o período de exílio no Rio de Janeiro durante a Segunda Guerra Mundial. A exposição integra obras de Arpad Szenes e Vieira da Silva, e conta a história de uma relação intensa e artisticamente fecunda, ao longo da qual temas como o amor, a felicidade, a guerra, o exílio, a saudade, a liberdade e a amizade percorrem e estruturam o espaço expositivo. As obras fazem parte da coleção do museu homónimo em Lisboa, instalado na histórica Antiga Fábrica de Tecidos da Seda — um marco da arquitetura pombalina pós-terramoto de 1755 — e cobrem um arco temporal que vai de 1931 a 1975.
Sete Retratos e Outras Obras em Forma de Enlace resulta de uma parceria entre a Fundação Arpad Szenes — Vieira da Silva, a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e o Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas,  sito na Rua Adolfo Coutinho de Medeiros, Ribeira Grande, em São Miguel, onde estará patente até 8 de novembro.
 
Pares Ímpares I, curadoria de Nuno Faria
Centro de Arte Contemporânea de Coimbra | Coimbra

A Fundação Arpad-Szenes Vieira da Silva marca o arranque da parceria com o Município de Coimbra, inaugurada com a exposição Pares Ímpares 1, a primeira de quatro a decorrer no espaço do Centro de Arte Contemporânea de Coimbra (CACC) entre junho deste ano e outubro de 2027.

Pares Ímpares reúne obras de três coleções institucionais — a Coleção do Município de Coimbra, a Coleção de Arte Contemporânea do Estado, em depósito no CACC, e a Coleção da Fundação Arpad Szenes – Vieira da Silva—, às quais se juntam obras de duas coleções privadas sediadas em Coimbra: a Coleção de Eduardo Rosa e a Coleção de Isabel e Carlos Mimoso. A exposição estrutura-se a partir de um princípio de montagem simples: a aproximação sucessiva de duas obras que podem ou não ter evidentes pontos de contacto entre si, iniciando-se com um diálogo entre duas das mais singulares e extraordinárias pintoras portuguesas, Aurélia de Sousa e Vieira da Silva, em torno da própria ideia de vocação artística. Uma exposição que integra obras de 53 artistas, de diferentes gerações e contextos artísticos, portugueses e estrangeiros.

Pares Ímpares I estará em exibição no Centro de Arte Contemporânea de Coimbra, no Largo de Almedina, 11, em Coimbra, até 20 de setembro.

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