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Wall Street fecha em baixa com petróleo e incerteza sobre Estreito de Ormuz

Wall Street fecha em baixa com petróleo e incerteza sobre Estreito de Ormuz

As bolsas de Wall Street encerraram hoje em baixa, com os investidores a reduzirem o otimismo sobre uma possível aproximação entre os Estados Unidos e o Irão, enquanto a subida dos preços do petróleo voltou a pressionar os mercados.
O Dow Jones terminou a sessão a perder 0,34%, para 53.791,85 pontos, enquanto o S&P 500 recuou 0,32%, para 7.728,20 pontos. O Nasdaq Composite, mais exposto às empresas tecnológicas, caiu 0,60%, para 26.445,44 pontos.
A evolução dos mercados foi condicionada pela situação no Estreito de Ormuz, depois de o Irão ter reiterado que a passagem permanecerá fechada à navegação até que as suas exigências sejam satisfeitas.
O West Texas Intermediate (WTI) avançou cerca de 1,5%, ultrapassando os 83 dólares por barril, num movimento que aumentou a preocupação dos investidores com os efeitos de uma eventual perturbação prolongada no fornecimento de petróleo e sobre a inflação.
A pressão sobre as bolsas foi também visível entre as principais empresas tecnológicas. A Apple caiu 1,09%, a Alphabet recuou 3,61%, a Microsoft perdeu 0,44% e a Nvidia deslizou 0,02%. A Meta contrariou a tendência, ao subir 0,71%, enquanto a Tesla avançou 0,58%.
A SpaceX, por sua vez, perdeu 3,93%, ficando abaixo do valor definido na sua Oferta Pública Inicial (IPO).
No setor da inteligência artificial, a Nvidia anunciou na segunda-feira memorandos de entendimento com seis das maiores gestoras de ativos mundiais — Apollo Global Management, Blackstone, BlackRock, Brookfield Asset Management, Goldman Sachs e KKR — para desenvolver um projeto de financiamento destinado a mobilizar mais de 500 mil milhões de dólares para infraestruturas de inteligência artificial.
A fabricante de chips apresentou o projeto num painel conjunto na CNBC, numa iniciativa que reúne concorrentes diretos do setor financeiro em torno do financiamento da expansão das infraestruturas necessárias ao desenvolvimento da IA.
Os investidores aguardam agora pelos dados de inflação nos Estados Unidos, com o índice de preços no consumidor (CPI) de julho a ser divulgado na quarta-feira, antes da abertura de Wall Street.
Os economistas antecipam um abrandamento da pressão sobre os preços associado à energia. Uma leitura de inflação mais moderada poderá reforçar as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) não aumentará as taxas de juro na reunião de setembro, num contexto em que o mercado continua a avaliar os efeitos dos dados de emprego mais fracos divulgados na sexta-feira.
Na quinta-feira será divulgado o índice de preços no produtor (PPI), outro indicador acompanhado pelos investidores para avaliar a evolução das pressões inflacionistas e as próximas decisões da Fed.

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