Proveitos totais do alojamento turístico sobem 5% para 2,1 mil milhões no segundo trimestre
Os proveitos totais do alojamento turístico crescerem 5,2% para 2,1 mil milhões de euros no segundo trimestre, com os hóspedes a aumentarem para 9,4 milhões de hóspedes e as dormidas para 23,3 milhões, divulgou o INE.
De acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados hoje, entre abril e junho, o número de hóspedes aumentou 2,3% face ao mesmo período do ano anterior, enquanto as dormidas cresceram 1,2%, uma evolução que compara com aumentos de 1,6% e 1,4% face ao primeiro trimestre.
Os proveitos de aposento totalizaram 1,6 mil milhões de euros, mais 4,5% em termos homólogos, depois de terem aumentado 5,3% em relação ao trimestre anterior.
Os mercados externos mantiveram-se predominantes, representando 71,9% do total de dormidas, com 16,7 milhões, mais 0,5% do que no segundo trimestre de 2025.
Já as dormidas de residentes aumentaram 3,2% para 6,5 milhões, acelerando o crescimento pela primeira vez desde o segundo trimestre do ano passado.
Por regiões, a Grande Lisboa apresentou a maior dependência dos mercados externos, com as dormidas de não residentes a representarem 82,5% do total, seguida da Região Autónoma da Madeira, com 82,1%, e do Algarve, com 81,6%.
Em sentido contrário, o Centro e o Alentejo registaram as menores proporções de dormidas de não residentes, com 32,6% e 34,6%, respetivamente.
O Algarve concentrou a maior parcela das dormidas no segundo trimestre, com 27,2% do total, seguindo-se a Grande Lisboa, com 23,4%, e o Norte, com 18,5%.
No caso dos residentes, as dormidas concentraram-se, sobretudo, no Norte, que representou 22,6% do total, enquanto as dormidas de não residentes ocorreram principalmente no Algarve, responsável por 30,9%.
Por segmentos, a hotelaria, que representou 81,5% do total, registou um crescimento de 1,6%, enquanto o turismo no espaço rural e de habitação aumentou 3,2%, representando 4,0% do total.
Em sentido contrário, o alojamento local, responsável por 14,5% do total, registou uma diminuição de 1,2%.
Além disso, a remuneração bruta mensal por trabalhador no setor do alojamento aumentou 5,7% no segundo trimestre, face ao mesmo período de 2025, para 1.451 euros, ainda assim 384 euros abaixo da média da economia.
No conjunto da economia, a remuneração bruta mensal por trabalhador aumentou 5,1% no mesmo período.
O INE salientou que os resultados do segundo trimestre poderão, contudo, ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, nomeadamente pelo efeito associado ao período da Páscoa.
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