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Carneiro critica Montenegro e afirma que alguém tem de lhe dizer que o “rei vai mesmo nu”

Carneiro critica Montenegro e afirma que alguém tem de lhe dizer que o “rei vai mesmo nu”

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, acusou o primeiro-ministro, Luís Montenegro, de ter feito um discurso de rentrée de “autojustificação e censura” aos jornalistas, considerando que o “rei vai mesmo nu” e que o Governo não tem sabido reagir às crises.
“Luís Montenegro optou na sexta-feira por um discurso de autojustificação e de censura àqueles que realizam o escrutínio do seu Governo. Aos jornalistas, eu quero dizer-lhes e lembrar que não é a primeira vez, porque já em 2025 um dos alvos das críticas da AD no seu comício do Pontal foi precisamente o jornalismo livre, plural, independente, que faz o escrutínio e que é garantia da qualidade da vida democrática”, criticou José Luís Carneiro, este domingo, 16 de agosto, na rentrée do PS, em Olhão, distrito de Faro.
O líder do PS considerou que, sobre “a alegada obra que diz já orgulhar-se” Luís Montenegro, “alguém tem de dizer ao primeiro-ministro que o rei vai mesmo nu”.
“Em primeiro lugar porque o Governo e o primeiro-ministro não deram até hoje prova de conseguir reagir, responder com capacidade, com sensibilidade e com competência às crises que têm assolado o país e que têm colocado em causa a segurança das pessoas e que têm posto em causa a previsibilidade da capacidade de resposta do Estado”, criticou.
Na sexta-feira, na rentrée do PSD, na Festa do Pontal, também no Algarve, o primeiro-ministro e presidente do PSD, Luís Montenegro, criticou “uma espécie de censura moderna” em que as pessoas só conhecem as polémicas e os incidentes e o mais importante fica “escondido em notas de rodapé”, defendendo Portugal “com orgulho em si próprio”.
“Não podemos viver uma espécie de censura moderna em que as pessoas só conhecem, sabem e debatem os assuntos mais polémicos, os assuntos de pequenos incidentes, dos pequenos episódios e deixar aquilo que é mais importante escondido em notas de rodapé ou mesmo omitido dos grandes espaços de veicular e comentar a informação”, criticou.

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