Fórmula E, Londres: Diretor da Jaguar elogiou Félix da Costa
A conquista do título de equipas da Fórmula E ficou decidida apenas na última corrida da temporada, com António Félix da Costa e Mitch Evans a executarem uma estratégia de equipa quase perfeita para garantir à Jaguar TCS Racing o seu segundo título de equipas na categoria. A Porsche precisava de superar a Jaguar nesta última corrida para conquistar o título, depois de já ter batido a equipa britânica na luta pelo Campeonato Mundial de Construtores em Tóquio. O desfecho da temporada envolveu ainda a decisão do título de pilotos, vencido por Pascal Wehrlein.
Na corrida decisiva do título, ambas as equipas viveram momentos de grande tensão, com altos e baixos dramáticos. Félix da Costa teve um papel crucial ao protagonizar uma aula de como defender a posição, conseguindo conter durante grande parte da E-Prix o ataque de Pascal Wehrlein, então a lutar pelo título de pilotos. O piloto português terminou a corrida apenas em 15.º lugar, mas a sua estratégia defensiva incansável permitiu que o companheiro de equipa somasse os pontos decisivos para o campeonato.
O diretor de equipa da Jaguar TCS Racing, Ian James, elogiou a atitude de da Costa desde a sua chegada à equipa, em declarações na conferência de imprensa final: “O António, desde o minuto em que entrou para a equipa, tem sido incrivelmente colaborativo.” James destacou ainda a forma como o piloto executou a estratégia definida para a corrida, sublinhando: “O que vimos dele hoje foi, uma vez mais, uma estratégia que foi executada na perfeição, uma condução muito, muito boa, uma condução dura, mas justa, e isso também ajudou a conquistar o campeonato.” O responsável da equipa reconheceu ainda que a sorte não tinha estado do lado da Jaguar em corridas anteriores da temporada, mas sublinhou que isso em nada diminui o mérito da conquista: “Como sabemos, nas últimas corridas, as coisas nem sempre correram a nosso favor. Não sei se devo acreditar nos deuses das corridas. Sou definitivamente alguém que diz que fazemos a nossa própria sorte, mas se olhar para esta temporada, definitivamente estivemos do lado errado da sorte de vez em quando. Mas penso que, no final do dia, isso não retira nada ao que os dois pilotos alcançaram, e nós, como equipa, seremos eternamente gratos por isso.”
Despedida de Evans
Para Evans, o dia teve um sabor agridoce: disputou a sua última corrida pela Jaguar e terminou em 4.º lugar, depois de ter qualificado em 5.º, um resultado que não foi suficiente para conquistar o seu primeiro título de pilotos da Fórmula E, mas que permitiu à Jaguar alargar a vantagem na classificação de equipas para uma margem confortável de 17 pontos. O neozelandês reconheceu que sabia que este momento de despedida iria chegar: “Obviamente sabia que este dia ia chegar a determinado momento. Esta equipa deu-me tanto, e serei eternamente grato por isso. Deram-me o meu primeiro contrato profissional no desporto, e devo muito a eles e a todos os envolvidos no projeto desde o primeiro dia.”
Evans expressou ainda orgulho no percurso feito pela equipa, apesar de lamentar não ter conseguido concluir o objetivo do título: “Estou muito orgulhoso do que alcançámos. Obviamente queria mais, tínhamos uma última caixa para assinalar, e infelizmente não o conseguimos fazer, mas há muito de que estar orgulhoso, e sim, vai ser estranho acordar amanhã sem ser um piloto da Jaguar pela primeira vez.” O piloto terminou com votos de sucesso para a equipa e otimismo quanto ao seu futuro: “Mas desejo-lhes o melhor para o futuro, e sim, do meu lado, há tempos excitantes pela frente para a minha próxima aventura.”
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