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Shein enfrenta multas de até 3,8 mil milhões de euros na Europa por venda de produtos ilegais

Shein enfrenta multas de até 3,8 mil milhões de euros na Europa por venda de produtos ilegais

A gigante chinesa de moda online Shein enfrenta um cenário jurídico complexo na Europa e nos Estados Unidos. De acordo com documentos apresentados à Bolsa de Valores de Hong Kong para o IPO iminente, citados pelo jornal espanhol “Cinco Dias”, a empresa está sob seis investigações regulatórias, quatro delas na Europa, que podem resultar em multas de pelo menos 3,8 mil milhões de euros.
A 17 de fevereiro, a Comissão Europeia iniciou uma investigação formal contra a Shein ao abrigo do Regulamento de Serviços Digitais (DSA), que regula as práticas das grandes plataformas tecnológicas desde 2024.
O caso centra-se em três frentes: a venda de produtos ilegais na Europa, como bonecas sexuais com aparência infantil que “poderiam constituir material de abuso sexual infantil”; os riscos associados ao design “viciante” do serviço, incluindo recompensas aos clientes para incentivar a utilização contínua; e a transparência do sistema de recomendação de produtos.
Caso a investigação confirme a violação, o Artigo 74 da Lei de Supervisão da Defesa do Consumidor (DSA) prevê uma multa de até 6% da faturação anual da empresa. 
Além da Europa, a Shein enfrenta duas investigações nos Estados Unidos. A Comissão Federal de Comércio (FTC) está a rever as operações, embora não tenha especificado o motivo exato. A empresa prevê que o caso possa terminar num acordo com a agência, com a qual afirma estar a cooperar, e que esse acordo possa resultar em “pagamentos monetários significativos”.
Além disso, a concorrente chinesa, Temu, processou a Shein no final de 2023 num tribunal dos EUA por supostas práticas anticoncorrenciais. A Shein pediu para arquivar o processo, que foi parcialmente concedido em setembro de 2025.

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