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Gabriele Minì, a luta pelo título de F2 e o caminho para a Fórmula 1

Gabriele Minì, a luta pelo título de F2 e o caminho para a Fórmula 1

Gabriele Minì chegou à pausa de verão da Fórmula 2 no segundo lugar do campeonato, com 147 pontos, a 20 do líder Nikola Tsolov. Ao serviço da MP Motorsport, o piloto italiano de 21 anos tem fundamentado a sua candidatura ao título na regularidade, sendo o competidor com mais pódios na grelha (nove) e com vitórias somadas, tendo pontuado em 16 das 18 corridas disputadas.
Após uma época de estreia difícil em 2025, onde terminou na 13ª posição final, o membro da Alpine Academy mudou-se para a estrutura neerlandesa para lutar pelas posições cimeiras. A transição permitiu-lhe recuperar o desempenho competitivo, garantindo também uma maior integração no trabalho da equipa de Fórmula 1 da Alpine, onde tem efetuado sessões de simulador e onde perspetiva testes em pista.
A procura da consistência no regresso às vitóriasApesar de um arranque de temporada condicionado por problemas mecânicos em Melbourne, onde teve de partir da última posição após demonstrar bom ritmo nos treinos, o piloto natural de Palermo destacou a importância de maximizar os resultados ao longo do ano: «Até agora penso que tem sido bastante bom. Não tivemos o melhor dos inícios, éramos muito rápidos em Melbourne, mas com um problema tivemos de começar do último lugar, por isso não foi o ideal. Ainda assim conseguimos somar pontos, mas perdemos muitos pontos nesse fim de semana. Não temos sido os mais rápidos, mas fomos os que mais maximizaram o material face a todos os outros. Tem sido bastante razoável. A consistência é sempre muito, muito importante. Claro que não precisa de ser consistentemente 10.º lugar, caso contrário nunca somas pontos suficientes. Mas é preciso maximizar o que se tem para tentar vencer campeonatos.»
A superação de um ano de estreia complexoO salto para a Fórmula 2 em 2025 ocorreu após Minì ter perdido o título de Fórmula 3 na última curva da derradeira corrida em Monza, em 2024. A campanha transacta acabou por revelar-se frustrante, com apenas três pódios alcançados, situação que o italiano descreve como um processo exigente do ponto de vista mental: «Para ser sincero, foi muito doloroso. Trabalhas sempre o mais que podes para tudo e, especialmente no ano passado, depois de perder a F3 na última curva, trabalhas o máximo que consegues e tudo começa tão bem, mas passado um pouco começa a correr realmente mal. Às vezes fomos apenas desafortunados e as coisas corriam mesmo mal. Mesmo quando podíamos ter lutado pela frente, talvez houvesse um problema. Houve tantas coisas que as pessoas não sabem. Com certeza que não foi uma época perfeita do meu lado também. Mas é frustrante porque, quando entras num ciclo em que tudo corre mal, queres tentar compensar, mas isso torna mais fácil cometer erros. É um efeito de bola de neve.»
As conversas com a Alpine e a gestão da pressãoA Alpine manteve o apoio ao jovem transalpino durante o período desfavorável, aumentando este ano o seu envolvimento na estrutura principal de Enstone. Sobre a relação com a estrutura francesa e a evolução do seu trabalho, Minì explicou a satisfação demonstrada pela equipa: «É sempre difícil, para ser sincero, porque não era como se eu estivesse a conduzir mal ou a cometer erros, éramos apenas lentos. Como é evidente, eles estão bastante felizes e satisfeitos. Também terei a possibilidade de testar com eles, o que é algo positivo. Estão a colocar-me cada vez mais no trabalho de F1, por isso estou no simulador, o que é muito útil para mim e representa uma grande oportunidade. No fim de contas, a F2 é a categoria mais próxima da F1, pelo que se fores bem-sucedido, em teoria deves ter uma oportunidade. Não é 100% garantido porque há contratos a respeitar, mas tens uma hipótese maior do que se estiveres a ir mal. Mas até agora, penso que estão felizes. Como disse, não temos sido os mais rápidos, mas fomos muito consistentes, por isso estou bastante satisfeito com o trabalho feito até agora. Sei que tanto eu como a minha equipa estamos a trabalhar arduamente para tentar encontrar ritmo extra e ser o mais consistentes possível em tudo.»
Abordando a concorrência interna pelos lugares no topo do automobilismo, o piloto relativiza a pressão direta e foca-se na conquista do campeonato: «No final de contas, vais para a F2 porque queres ir para a F1, por isso tens de a vencer. Sendo assim, cada piloto aqui poderia fazer parte da Alpine, mas no fim continuo a ter de vencer. Se eu for o único piloto que a Alpine tem e tiver um mau ano na F2, não vou subir. Por isso, tenho-me preparado para este momento há muito tempo. Não houve um único ano em que me pudesse dar ao luxo de ser mau. Todos os anos precisas de mostrar ritmo para poder custear o ano seguinte. Como disse, preparei-me para isto a minha vida toda, pelo que não sinto qualquer pressão. Sei que a pior coisa a ter na vida são provavelmente os arrependimentos, por isso vou encarar este ano o mais calmo que puder e fazer o melhor que conseguir. Quero chegar ao fim do ano e dizer: ‘Ok, não poderia ter feito nada melhor’, e é aí que ficarei satisfeito comigo próprio.»
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