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Tesouro norte-americano anuncia duplicação da compra de obrigações para quatro mil milhões

Tesouro norte-americano anuncia duplicação da compra de obrigações para quatro mil milhões

O Departamento do Tesouro norte-americano, liderado por Scott Bessent, anunciou na quarta-feira 19 de agosto o aumento da compra de obrigações, nos prazos de 10 a 20 anos e de 20 a 30 anos, em pelo menos o dobro, com o objetivo de suportar liquidez. “O limite máximo atual de dois mil milhões de dólares (1,7 mil milhões de euros à taxa de câmbio atual) por operação passará a ser de, pelo menos, quatro mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) por operação”, sublinhou.
A medida entra em vigor a 9 de setembro de 2026 e “manter-se-á em vigor” durante o resto deste trimestre de refinanciamento (até 4 de novembro de 2026). “O Tesouro fornecerá mais informações sobre os tamanhos futuros das recompras no próximo Relatório Trimestral de Refinanciamento, agendado para 4 de novembro de 2026”, explicou.
“Este aumento dos tamanhos das operações de recompra reflete o desejo do Tesouro de proporcionar um maior apoio à liquidez nos sectores de longo prazo com cupão nominal, onde existe um forte apoio consistente por parte dos participantes do mercado, como evidenciado pelo volume significativo de ofertas de alta qualidade que o Tesouro recebe rotineiramente nas operações de recompra de longo prazo”, referiu.
Obrigações atingiram máximos
A medida do governo norte-americano surge depois de terem sido batidos máximos, ao nível da obrigações, nesta semana. “A yield [juro pago pelas obrigações] das obrigações norte-americanas a 30 anos avançou na segunda-feira 17 de agosto para 5,31%, o que representa um máximo de 2007 e um agravamento de 40 pontos base desde o início de junho. A taxa das obrigações do Canadá com a mesma maturidade avançou para o nível mais elevado desde 2010 e no Japão estão a renovar máximos deste século. A tendência é similar no mercado europeu, com a yield das obrigações francesas a 30 anos no nível mais elevado desde 2008, refletindo a ansiedade com as negociações para o orçamento e as eleições de 2027. Na Alemanha as yields estão em máximos de 2011 e o país deve pagar a taxa mais elevada em 15 anos numa emissão de dívida sindicada que está no mercado”, assinalou a consultora BA&N esta terça-feira 18 de agosto.
Atualmente as obrigações norte-americanas, a 30 anos, estão nos 5,22%, as canadianas estão nos 4,10%, as japonesas nos 4,01%, as francesas nos 4,88%, as alemãs nos 3,76%, e as portuguesas nos 4,26%.

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