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BCP já recomprou 141,7 milhões de ações por 149 milhões de euros

BCP já recomprou 141,7 milhões de ações por 149 milhões de euros

O Banco Comercial Português (BCP) já recomprou 141,7 milhões de ações próprias, num investimento total de 149,0 milhões de euros, no âmbito do programa de recompra de ações lançado em junho, segundo um comunicado enviado esta sexta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Só entre 17 e 21 de agosto, o banco adquiriu 14,73 milhões de ações na Euronext Lisboa, através do J.P. Morgan SE, a um preço médio ponderado de cerca de 1,10 euros por ação.
Com as operações realizadas até sexta-feira, o BCP passou a deter 141.696.915 ações próprias, correspondentes a 0,96% do seu capital social.
O programa de recompra de ações, aprovado em 27 de maio e iniciado em 4 de junho, prevê um montante máximo de 407,5 milhões de euros e poderá decorrer até 4 de dezembro de 2026, salvo cessação antecipada. O valor corresponde a cerca de 2,84% da capitalização bolsista do banco.
A recompra faz parte da política de remuneração dos acionistas definida pelo BCP no seu Plano Estratégico 2025-2028. O banco prevê distribuir aos acionistas até 90% dos resultados, através da combinação de dividendos e recompra de ações, mantendo como referência um rácio de capital CET1 superior a 13,5%.
No primeiro semestre, o BCP apresentava um rácio CET1 estimado de 15,3% em termos phased-in e de 15,1% em fully implemented, depois de considerada a dedução do montante máximo de 407,5 milhões de euros associado à recompra.
A operação atual sucede a um programa de recompra concluído em 2025, no qual o BCP adquiriu 309,4 milhões de ações por 200 milhões de euros, ações que foram posteriormente extintas através de uma redução do capital social.
De acordo com os dados divulgados esta sexta-feira, o BCP comprou 2,51 milhões de ações em 17 de agosto, 4,86 milhões no dia seguinte, 3,59 milhões em 19 de agosto, 1,70 milhões em 20 de agosto e 2,07 milhões na sessão desta sexta-feira. Os preços médios ponderados variaram entre 1,0856 e 1,1075 euros.
O programa insere-se numa estratégia de reforço da remuneração acionista, condicionada pela posição de capital do banco. Para 2026, a política aprovada prevê uma parcela de 50% dos resultados em dividendos e uma componente adicional através de recompra de ações, que pode atingir 40% do resultado líquido de 2025 caso o rácio CET1 proforma seja igual ou superior a 17,5%.

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