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Tesla e rivais chinesas recolhem mais de quatro milhões de veículos por riscos de segurança

Tesla e rivais chinesas recolhem mais de quatro milhões de veículos por riscos de segurança

A Tesla e outros fabricantes chineses de automóveis anunciaram uma recolha de mais de quatro milhões de veículos devido a preocupações de segurança relacionadas sobretudo com os puxadores das portas, informaram esta sexta‑feira, 21 de gosto, as autoridades chinesas.
A fabricante criada por Elon Musk está a chamar cerca de 2,98 milhões de veículos elétricos produzidos na China e importados, incluindo os modelos Model 3, Model Y, Model X e Model S, devido a riscos associados aos puxadores das portas, segundo a Administração Estatal para a Regulação do Mercado da China.
Por seu lado, a Xiaomi, gigante tecnológica sediada em Pequim, vai tirar do mercado mais de 390 mil veículos, com a Leapmotor, de Hangzhou, a retirar mais de 370 mil. Outros fabricantes chineses, incluindo Geely e XPENG, também anunciaram recolhas. As razões apresentadas foram semelhantes, relacionadas sobretudo com problemas nos puxadores das portas.
Um artigo publicado pelo Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, afirmou que a recolha em larga escala “funciona como uma atualização de segurança unificada” para os modelos existentes, antes da implementação da proibição dos puxadores ocultos em 2027.
A recolha agora anunciada, a maior deste ano segundo a imprensa chinesa, surge poucos meses depois de as autoridades terem anunciado, em fevereiro, que a partir do próximo ano será proibida a utilização de puxadores ocultos, comuns nos veículos elétricos da Tesla e em muitos modelos chineses.
A China intensificou recentemente o escrutínio sobre os puxadores ocultos ou embutidos, após acidentes em que as portas eletrónicas falharam e pessoas ficaram presas dentro dos carros.
Cui Dongshu, líder da Associação Chinesa de Automóveis de Passageiros, classificou a recolha como “um passo inevitável” no desenvolvimento da indústria de veículos elétricos e disse que os fabricantes estão a ser “responsáveis” ao adotar uma abordagem fiável e centrada na segurança.

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