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GP Países Baixos F1: Estratégia e xadrez tático definem a corrida de Zandvoort

GP Países Baixos F1: Estratégia e xadrez tático definem a corrida de Zandvoort

Lando Norris assegurou a posição de vantagem na grelha de partida ao garantir a pole position para o Grande Prémio dos Países Baixos por uma margem escassa, confirmando a competitividade da McLaren durante as três fases da qualificação em Zandvoort. Contudo, as dificuldades de aderência no eixo traseiro registadas pelos carros da equipa de Woking durante a corrida Sprint de sábado introduziram um elemento de incerteza para a corrida principal, onde a gestão estratégica dos pneus promete desempenhar um papel determinante na luta pela vitória.
Ao contrário do evento Sprint, a corrida principal abre margem para diversas abordagens táticas, com as equipas a considerarem opções de undercut, de prolongamento de stints ou de exploração do diferencial de ritmo entre compostos. As estratégias disponíveis dividem-se entre a paragem única e as duas trocas de pneus, numa fase em que a introdução do novo regulamento técnico — com menor carga aerodinâmica e a substituição do DRS pelo Overtake Mode — coloca em dúvida a facilidade com que as ultrapassagens poderão ser concretizadas no traçado holandês.

Uma paragem no centro das simulações da PirelliDe acordo com as projeções apresentadas pela fornecedora de pneus, o cenário teoricamente mais rápido aponta para uma estratégia de uma única paragem, com arranque em pneus médios e troca para o composto duro no intervalo entre as voltas 27 e 33. A opção pela conservação da posição em pista ganha força face ao risco de tráfego que uma tática alternativa de duas paragens pode acarretar num circuito técnico como Zandvoort.
«Juntando todos os dados em termos de desempenho de degradação e números de desgaste, pensamos que a estratégia de uma paragem será o caminho a seguir», explicou Dario Marrafuschi, diretor de competição da Pirelli. «Uma paragem porque as ultrapassagens parecem ser bastante difíceis e, numa estratégia de duas paragens, podem surgir problemas com o tráfego.»

Em alternativa à combinação médio-duro, a simulação de uma paragem única a iniciar com pneus macios e transição para duros (entre as voltas 26 e 32) apresenta um tempo total de corrida bastante próximo, ficando a cerca de um segundo de diferença. Todavia, o uso do pneu macio reduz a flexibilidade para alargar o primeiro stint.A alocação de pneus disponíveis na grellha reflete escolhas distintas entre as equipas da frente: enquanto a Ferrari e Max Verstappen reservaram um jogo de pneus macios novos para a corrida, a McLaren e a Mercedes não dispõem deste composto sem uso prévio nas suas opções.

Duas paragens e soluções alternativas em abertoA estratégia de duas paragens mantém-se como alternativa viável para carros que precisem de recuperar posições e possam tirar partido da vantagem de ritmo de pneus mais novos. A opção mais eficiente dentro deste plano prevê uma sequência de médios, duros e macios, com janelas de paragem entre as voltas 24-30 e 46-52. Outra variante contempla o uso de macios na partida seguidos de dois conjuntos de médios, antecipando as paragens para as voltas 21-27 e 45-51.
O desempenho de Charles Leclerc na Sprint, utilizando um jogo de pneus macios usados, abriu ainda a hipótese de uma paragem única começada por pneus médios com extensão até às voltas 35-41, terminando a prova com o composto macio. Esta tática garante uma vantagem de ritmo calculada em cerca de 0,6 segundos por volta nas fases iniciais do último stint sobre os adversários com pneus duros.
FOTO MPSA Agency

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