Presidente do Belenenses aposta em parceria com APEX para recolocar o clube na Primeira Liga
O atual presidente do Belenenses, Patrick Morais de Carvalho, está determinado em voltar a colocar o clube na Primeira Liga e para que esse objetivo seja alcançado acaba de estabelecer uma parceria com a APEX, uma plataforma de investimento especializada no setor do desporto e que conta com o português António Caçorino como CEO.
Em comunicado divulgado esta segunda-feira, 24 de agosto, este acordo prevê que a APEX passe a ser acionista minoritária da SAD. Uma decisão que será submetida a votação dos sócios em Assembleia Geral, caso Patrick Morais de Carvalho seja reeleito presidente nas eleições marcadas para 24 de outubro.
A APEX conta com mais de 100 atletas de elite entre os seus investidores, entre os quais os pilotos de Fórmula 1, Lando Norris, Carlos Sainz, Valtteri Bottas e Alex Albon, o piloto português de Fórmula E António Félix da Costa, o tenista Alexander Zverev, o pugilista Anthony Joshua e o antigo ciclista Mark Cavendish.
A plataforma conta já com participações no capital do clube de futebol italiano Venezia FC, da Alpine F1, num negócio de 200 milhões de euros, tendo já lançado um fundo de 50 milhões de euros e encontrando-se a desenvolver um fundo de crescimento com um objetivo de 300 milhões de euros.
“Nos últimos anos ouvi dezenas de indivíduos que me chegavam com promessas mirabolantes. Alguns eram credíveis, outros nem por isso. Para além disso, todos ultrapassavam uma linha inaceitável: procuravam assumir o controlo do futebol – e futuro – da nossa sociedade desportiva”, afirma Patrick Morais de Carvalho, salientando que o cenário inverteu-se depois das primeiras conversas com a APEX.
“Identificámos um acionista minoritário com credibilidade internacional, capacidade financeira, conhecimento e respeito pela história, identidade e especificidades do Belenenses. Tivemos muitas conversas, negociações muito longas, mas chegámos a bom porto. Desenhámos uma parceria em que as partes se respeitarão e trabalharão por um objetivo ambicioso. A APEX quer caminhar ao nosso lado e ajudar a criar as condições para o regresso sustentado do Belenenses à I Liga”, refere.
O atual presidente do emblema do Restelo defende que é necessário proteger o clube dos erros do passado, mas que este é dos sócios e continuará a ser dos sócios, já que fica estabelecido de forma “muito rigorosa e definitiva” que a maioria do capital nunca sairá do controlo do clube.
“Como sempre fiz, antes das eleições e da Assembleia Geral em que este assunto será votado, apresentarei com total transparência os detalhes da parceria. Serão realizadas as sessões de esclarecimento que forem necessárias. Sei que é um passo demasiado importante para ser dado às escuras. Não pedirei um cheque em branco”, sublinha.
No lado da APEX, a posição é de total sintonia com o clube e acreditam que esta será uma parceria de sucesso. “Entendemos também que o trabalho de recuperação que foi feito no clube nos últimos anos nos dá muitas garantias de boa gestão e de credibilidade. Por isso, assumimos o compromisso público de, caso os sócios do clube assim queiram, integrarmos esta grande família, enquanto parceiros com objetivos partilhados”, refere o CEO, António Caçorino.
Sobre a entrada na SAD, o responsável assume que a “APEX não quer comprar o Belenenses, nem tão pouco a sua sociedade desportiva”, até porque, um clube com a grandeza e história do Belenenses e a sua sociedade desportiva devem pertencer sempre aos sócios.
“Sabemos que a APEX pode trazer ao Belenenses conhecimentos em áreas-chave para desenvolvimento de negócio e fortalecimento da imagem. O nosso plano passa por criar as condições estruturais e financeiras para modernizar a gestão, aumentar receitas, valorizar ativos e ajudar a assegurar as duas subidas de divisão que faltam no mais curto espaço de tempo possível”, afirma o CEO.
A entrada do novo parceiro como acionista minoritário da sociedade desportiva, segundo Patrick Morais de Carvalho, é a etapa que falta no processo iniciado em 2018, quando o clube se declarou independente de uma SAD que “não o representava e, pior, não o respeitava”.
“Hoje proponho aos sócios que tenham a coragem de acreditar no futuro do Belenenses e, reconhecendo o que alcançámos juntos nos últimos 12 anos, ousemos dar o passo em frente e continuemos o caminho rumo ao nosso lugar”, sublinha.
Um processo durante o qual, sob a liderança do atual presidente e candidato, a recuperação financeira e patrimonial foi consubstanciada com vários êxitos que muitas pessoas apelidavam de impossíveis: o arranque da remodelação do complexo desportivo, a liquidação de uma dívida de cinco milhões de euros ao BANIF e o pagamento integral de 8,7 milhões de euros, ao abrigo de um PER (Plano Especial de Revitalização), que ficará liquidado definitivamente no próximo mês de setembro.
“Garantimos a cada momento as condições para a reestruturação do Belenenses e a construção de equipas de futebol competitivas, que tragam as condições estruturais para alcançar o desejado sucesso desportivo, que passa por recolocar o Belenenses na I Liga”, diz o presidente.
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