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BNDES do Brasil e Angola em conversações para financiamento expressivo

BNDES do Brasil e Angola em conversações para financiamento expressivo

O administrador do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social (BNDES) do Brasil disse esta segunda-feira, 24 de agosto, em Luanda, que decorrem conversações com o Governo angolano, cuja operação “com números bem expressivos” poderá ser anunciada brevemente.
Segundo o diretor administrativo de ‘Supply Chain Management’ do BNDES, André Taveira, este banco já teve várias parcerias com vários países africanos, entre os quais Angola, com algumas linhas de crédito “muito interessantes” abertas para apoiar o desenvolvimento de infraestruturas.
“Por diversos motivos a gente acabou se afastando, por motivos brasileiros, quanto questões do Governo de Angola. Acho que agora gera uma nova oportunidade de retomar esses projetos, de estar próximo e com os mecanismos certos de mitigação de riscos”, referiu André Taveira em declarações à imprensa, à margem do Encontro Empresarial Angola-Brasil 2026, que decorreu hoje em Luanda.
A fonte realçou que além a participação no encontro empresarial, promovido pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos – ApexBrasil e pela Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações – AIPEX Angola, vão manter contactos com o Ministério das Finanças e o Ministério da Defesa.
“Espero que a resposta seja muito positiva (…), espero muito em breve poder anunciar uma operação grande em Angola com o Ministério da Defesa e das Finanças, mas, por ora, ela corre ainda em sigilo, são números bem expressivos”, enfatizou.
O BNDES “tem muitos projetos interessantes no continente africano”, salientou André Taveira, citando as negociações já em fase e conclusão com a companhia aérea da Costa do Marfim, para o financiamento de quatro aviões da Embraer.
“Estamos a concluir a negociação para financiamento de quatro aviões da Embraer para essa empresa. Esperamos no final do ano, princípio do próximo ano, quatro aviões da Embraer estarem a voar na Costa do Marfim”, disse.
Questionado sobre os desafios para o financiamento de projetos em Angola, André Taveira considerou o conhecimento real das empresas e a questão cambial.
De acordo com o administrador do BNDES, é preciso conhecimento da realidade local, da legislação local, dos desafios que as empresas enfrentam, para acederem ao crédito.
“O mercado internacional é baseado em dólares e estamos a falar de economias que não têm dólar, nem o Brasil, nem as moedas locais do continente africano. Ter mecanismos que mitiguem esse risco de variação cambial são coisas muito relevantes para fomentar as operações de crédito”, vincou.

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