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Programa BrightStart da Deloitte Portugal apoia estudantes de tecnologia

Programa BrightStart da Deloitte Portugal apoia estudantes de tecnologia

Criado em 2017, o BrightStart tem vindo a consolidar-se como um importante programa da Deloitte em Portugal, permitindo a jovens recém-chegados ao ensino superior desenvolver competências técnicas e profissionais enquanto frequentam um curso superior na área da tecnologia. Ao longo dos últimos anos, a iniciativa já apoiou mais de 600 estudantes em diferentes pontos do país e prevê integrar 77 novos participantes na edição de 2026. Em entrevista ao Jornal Económico, Paulo Pessanha de Almeida, partner da Deloitte, explica os principais objetivos desta edição de 2026.
O que distingue o BrightStart de outros programas de apoio a estudantes na área da tecnologia?
O BrightStart distingue-se essencialmente por não ser apenas um programa de bolsas de estudo, nem uma oportunidade de estágio. É um modelo que acompanha os estudantes ao longo do seu percurso académico, desde a entrada no ensino superior até aos primeiros passos da sua carreira. Os participantes têm os encargos académicos assegurados pela Deloitte e, ao mesmo tempo, integram equipas e projetos reais da organização ainda durante a sua formação. Isto significa que não estão apenas a aprender conceitos em sala de aula, têm a possibilidade de aplicar esse conhecimento na prática através de desafios concretos e contacto direto com profissionais experientes desde muito cedo. Outro fator diferenciador é a forte ligação ao território. O BrightStart nasceu com a ambição de criar oportunidades qualificadas fora dos grandes centros urbanos, permitindo que muitos jovens possam construir o seu futuro académico e profissional perto das suas comunidades.
Quais são os principais objetivos desta edição de 2026?
O objetivo principal, e aquele que está na génese desta iniciativa, continua a ser dar aos jovens a possibilidade de desenvolverem o seu potencial através de um modelo que valoriza de igual forma a componente académica e a experiência prática. Nesta edição queremos continuar a apoiar estudantes que procuram construir uma carreira na área tecnológica, proporcionando-lhes condições para concluírem a sua formação superior e contribuírem em projetos reais desde o início do percurso académico. Queremos também reforçar a aproximação entre o ensino superior e o mercado de trabalho. Muitas vezes existe uma distância entre aquilo que os alunos aprendem e aquilo que vão encontrar quando iniciam a sua carreira. O BrightStart ajuda a reduzir esse gap, tornando essa transição mais natural e mais enriquecedora.
Porque é que a Deloitte decidiu investir neste modelo que combina formação académica e experiência profissional?
Porque acreditamos que a melhor forma de preparar os profissionais do futuro é permitir-lhes aprender em contexto real, sem abdicar da formação académica. A tecnologia evolui a um ritmo muito acelerado e exige uma aprendizagem contínua. Ao combinar ensino superior com experiência profissional, conseguimos proporcionar aos estudantes uma visão mais completa da realidade que vão encontrar nas organizações e ajudá-los a desenvolver competências que vão muito além da componente técnica. Ao mesmo tempo, este modelo permite-lhes ganhar confiança, maturidade e contacto com diferentes desafios muito antes de concluírem o curso. É uma experiência transformadora para muitos jovens, que passam a perceber de forma mais clara o impacto que o seu trabalho pode ter nas empresas e na sociedade.
Que balanço faz da iniciativa?
O balanço é extremamente positivo. Ao longo destes anos, o BrightStart apoiou mais de 600 estudantes em várias regiões do país e tornou-se uma referência. O que mais nos orgulha não são apenas os números, mas sobretudo os percursos que fomos acompanhando.
Temos visto jovens entrarem no programa numa fase muito inicial da sua vida académica e construírem carreiras sólidas, o que demonstra que o modelo funciona e que responde a uma necessidade real. O feedback que recebemos dos estudantes, das famílias e das instituições de ensino tem sido muito encorajador e reforça a convicção de que este investimento continua a fazer sentido.
O BrightStart é também uma resposta à escassez de talento tecnológico em Portugal?
Sem dúvida. Sabemos que existe uma procura crescente por profissionais qualificados em áreas tecnológicas e, considerando a rapidez a que as mudanças têm acontecido, essa tendência vai certamente manter-se no futuro. No entanto, a resposta a este desafio não passa apenas por recrutar talento já disponível no mercado. Passa também por ajudar a formá-lo.
O BrightStart procura atuar precisamente nessa fase inicial, apoiando jovens que estão a dar os primeiros passos no ensino superior e criando condições para que desenvolvam competências relevantes para as necessidades atuais das organizações. Mais do que responder a uma necessidade imediata, estamos a contribuir para aumentar a capacidade de o país formar profissionais preparados para um contexto cada vez mais digital e exigente.
Como olham a evolução das competências mais valorizadas nos próximos anos, sobretudo com o crescimento da inteligência artificial?
A inteligência artificial está a transformar profundamente a forma como trabalhamos, mas acreditamos que o seu impacto vai muito além da componente tecnológica. Naturalmente, competências ligadas à programação, análise de dados, automação ou cibersegurança continuarão a ganhar relevância. No entanto, à medida que a tecnologia assume um papel cada vez mais central, tornam-se igualmente importantes capacidades que continuam a ser exclusivamente humanas. A curiosidade, a capacidade de adaptação, o pensamento crítico e a resolução de problemas serão cada vez mais diferenciadores. Saber utilizar a tecnologia é fundamental, mas saber questionar, interpretar informação e tomar decisões, características próprias dos humanos, vai continuar a ser decisivo. É precisamente por isso que o BrightStart procura proporcionar uma experiência tão completa, queremos formar profissionais capazes de trabalhar com as tecnologias do futuro, mas também pessoas preparadas para aprender continuamente e a responder a desafios que hoje ainda não conseguimos antecipar.
 
 
 
 

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