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Trump desvaloriza deslocação “quase de rotina” de chefe da CIA a Moscovo mas admite que “pode sair algo disto”

Trump desvaloriza deslocação “quase de rotina” de chefe da CIA a Moscovo mas admite que “pode sair algo disto”

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, desvalorizou esta quarta-feira a invulgar deslocação do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscovo, afirmando ter-se tratado de “uma visita quase de rotina” e reiterando o desejo de que a guerra na Ucrânia termine.
Em entrevista ao programa de rádio de Glenn Beck, Trump minimizou a importância da viagem de Ratcliffe, alegadamente não anunciada, realizada na terça-feira. “Ele está lá, de forma quase de rotina. Detesto desiludir as pessoas”, disse em resposta às teorias da conspiração que circularam sobre a visita do chefe da CIA.
Mas sublinhou a sua posição desde o início do seu mandato: “Gostaríamos de ver o fim da guerra com a Ucrânia”, declarou o presidente norte-americano.
Trump rejeitou especulações de que a visita estivesse relacionada com avisos à Rússia sobre testar a resolução da NATO ou com sanções ao Irão. “Nenhuma das anteriores. Ele está lá, sabe, de forma muito quase de rotina”, afirmou, acrescentando que “algo pode sair disto” e que os EUA “estão a trabalhar muito arduamente para acabar com aquela guerra”.
O diretor da CIA chegou a Moscovo a bordo de um avião militar norte-americano e partiu oito horas depois.
Também o porta-voz do Kremlin comentou a visita dizendo que John Ratcliffe se reuniu representantes do Serviço Secreto da Rússia e que é muito cedo para dizer se a conversa pode ajudar a melhorar a “crise profunda” nas relações entre os dois países.
Em declaração à imprensa, o porta-voz do Kremlin afirmou que o diretor da CIA se encontrou com representantes do Serviço Secreto da Rússia, e não com o presidente, Vladimir Putin. Dmitry Peskov, no entanto, recusou-se a dar mais detalhes aos jornalistas.
O porta-voz Dmitri Peskov confirmou que Putin foi informado dos contactos e considerou-os “um fenómeno positivo”.
Trata-se da primeira visita conhecida de um diretor da CIA a Moscovo desde novembro de 2021, quando o antecessor de Ratcliffe, William Burns, se encontrou com Putin meses antes da invasão em grande escala da Ucrânia. A deslocação ocorre num momento de estagnação das conversações de paz mediadas pelos Estados Unidos e de intensificação dos combates.
Autoridades ucranianas confirmaram que Washington pediu a Kiev para suspender ataques a cidades russas durante a visita, pedido que foi cumprido.

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