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WRC, Rali do Paraguai: as Causas dos problemas com os pneus

WRC, Rali do Paraguai: as Causas dos problemas com os pneus

A Hankook justificou que a maioria das delaminações ocorreu porque os pneus chegaram ao limite máximo de desgaste (ficando sem borracha), impulsionados por uma abrasividade do piso superior à esperada, estradas mais acidentadas, temperaturas inesperadamente altas e troços longos.Cada caso é um caso, mas a maioria dos furos teve um ‘percurso’ semelhante até à delaminação: os pneus foram ficando gastos, chegaram ao limite, a borracha desapareceu quase toda, o pneu foi enfraquecendo e a partir desse ponto a delaminação é inevitável, e foi a inesperada abrasividade da estrada que surpreendeu a Hankook e as equipas, mas a Hankook já ‘desconfiava’ do que aí vinha desde os reconhecimentos.
O paradoxo técnico globalA Hankook sublinha a exigência desproporcionada de pedir a um único produto que responda perfeitamente a superfícies e velocidades radicalmente opostas. Nesta prova, avisos prévios foram feitos após os reconhecimentos (recce): os cortes nos flancos e os danos estruturais observados nos troços já tinham sido parcialmente antecipados pela equipa técnica da Hankook nas notas dos reconhecimentos devido à dureza do piso.
Contestação à evolução dos compostosAdrien Fourmaux questionou a eficácia da nova especificação do pneu duro introduzida no verão (antes do Rali da Acrópole), apontando que os problemas de delaminação persistem por motivos distintos e defendendo a necessidade de melhorias no produto. Elfyn Evans reforçou que o impacto do piso não se ficou pelos furos, indicando que mesmo os concorrentes que conseguiram evitá-los terminaram os troços com a estrutura dos carros e dos pneus severamente danificada.
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