A carregar agora

TAP agrava prejuízo para 99 milhões de euros no primeiro semestre

TAP agrava prejuízo para 99 milhões de euros no primeiro semestre

A companhia aérea TAP agravou o prejuízo no primeiro semestre para os 99 milhões de euros, uma queda de 41%, face aos -69 milhões de euros do período homólogo. A influenciar este desempenho esteve o aumento em 8% nos gastos operacionais para os 2,1 mil milhões de euros. Aqui destaca-se a subida de 18% no custo com combustíveis  para os 566 milhões de euros, mais 89 milhões de euros, face aos 477 milhões de euros do ano passado.
Os custos operacionais de tráfego desceram 1% para os 410 milhões de euros, os custos com o pessoal aumentaram 7% para os 519 milhões de euros, e os da manutenção com aeronaves cresceram 45% para os 51 milhões de euros.
As receitas operacionais aumentaram 4% para os dois mil milhões de euros. As receitas geradas por passagens subiram 4% para os 1,8 mil milhões de euros, no primeiro semestre, “refletindo a robustez da procura nos mercados estratégicos da TAP, com destaque para o desempenho da América do Sul e da Europa”, salientou a empresa.
As receitas com a manutenção caíram 1% para os 103 milhões de euros enquanto que as da carga e correio desceram 0,1% para os 81 milhões de euros.
No primeiro semestre foram transportados 8,2 milhões de passageiros, mais 4,2% do que no primeiro semestre de 2025. Foram operados 57,5 mil voos. “O tráfego medido em RPK aumentou 5,9%, acima do crescimento da capacidade (+1,7%), permitindo uma melhoria de 3,4 pontos percentuais do load factor, que atingiu 85,4%”, salientou a companhia aérea.
O EBITDA desceu para os 170 milhões de euros, uma quebra de 27% face aos 232 milhões de euros do ano anterior. O EBIT foi negativo em 95 milhões de euros e agravou-se face aos -9 milhões do ano anterior.
O resultado antes de impostos foi negativo em 135 milhões de euros, menos 17%, face aos -115 milhões do ano anterior.
“A TAP reforçou igualmente a sua posição financeira durante o semestre, concluindo com sucesso uma emissão de 350 milhões de euros em senior notes. No final de junho, a Companhia apresentava uma posição de caixa e equivalentes de 1,2 mil milhões de euros, reforçando a sua liquidez e flexibilidade financeira. O semestre ficou ainda marcado pela conclusão do Plano de Reestruturação e pelo lançamento do novo Plano Estratégico 2026-2035, que orientará o desenvolvimento da Companhia na próxima década. O plano aposta no crescimento das rotas de longo curso, na diferenciação através do produto, na expansão de fontes de receita complementares e na transformação digital impulsionada pelo Programa Horizon”, acrescentou.
“O desempenho do primeiro semestre demonstra a robustez do modelo de negócio da TAP e a solidez da procura em toda a nossa rede. Graças ao forte empenho das nossas equipas e à resiliência da Companhia foi possível mitigar o forte impacto do aumento galopante do preço dos combustíveis, um enorme desafio. Mantemo-nos focados no desenvolvimento das nossas iniciativas de transformação, no reforço da rentabilidade, na melhoria da experiência do Cliente e na manutenção de um perfil financeiro prudente”, disse o CEO da TAP, Luís Rodrigues.
“Como expectável, o forte aumento dos preços de combustível, nomeadamente do jet fuel, pressionou de forma relevante o desempenho da TAP no segundo trimestre. De facto, este impacto fez-se sentir de imediato nos custos, enquanto as medidas de mitigação ao nível da receita tendem a materializar-se de forma mais gradual, uma vez que grande parte da receita do segundo trimestre já estava vendida aquando do aumento dos preços”, acrescentou.
Não obstante este enquadramento, a TAP manteve um “desempenho resiliente”, com as receitas a crescerem no primeiro semestre, suportadas pelo “aumento da capacidade e pela melhoria das receitas unitárias”, referiu. “Esta performance foi acompanhada por melhorias operacionais assinaláveis, com o aumento da pontualidade e da regularidade das operações, bem como pela evolução positiva da satisfação dos nossos Clientes, demonstrando a solidez do nosso modelo de negócio e da nossa rede única”, reforçou.
“Durante o semestre, reforçámos igualmente a nossa estrutura financeira, com a emissão de 350 milhões de euros em senior notes, ao spread de crédito mais baixo de sempre da TAP numa emissão desta natureza, um claro sinal da confiança dos investidores na solidez do nosso percurso. Concluído o Plano de Reestruturação, reconhecido pela Comissão Europeia, a TAP inicia agora um novo capítulo. Definimos um Plano Estratégico para a próxima década, orientado para a criação de valor sustentável, cuja execução é acelerada pelo Programa Horizon, o nosso programa de aceleração digital, inovação e melhoria contínua. Continuaremos a executar este plano com disciplina, mantendo o foco na qualidade da receita, na resiliência operacional e no crescimento sustentável. Por fim, gostaria de agradecer, em especial nestes tempos voláteis e desafiantes, a todos os nossos Trabalhadores pelo compromisso e dedicação e aos nossos stakeholders pelo apoio, ambos essenciais para este novo capítulo da TAP”, sublinhou.

Share this content:

Publicar comentário