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Proveitos totais do turismo subiram 4,9%, para 923,7 milhões em julho

Proveitos totais do turismo subiram 4,9%, para 923,7 milhões em julho

Os proveitos totais do turismo atingiram os 923,7 milhões de euros em julho, o que significou tanto um crescimento homólogo, como em relação a junho de 4,9%. Já os proveitos de aposento observaram também um aumento de 4,9% para 734,4 milhões de euros e de 4,8% face ao mês anterior, segundo os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira, 31 de agosto.
O Algarve concentrou a maior parcela dos proveitos (35,0% dos proveitos totais e 35,1% dos proveitos de aposento), seguindo-se a Grande Lisboa (21,2% e 21,9%, pela mesma ordem) e o Norte (14,1% e 14,2%, respetivamente).
Os proveitos aumentaram em todas as regiões, com exceção da Grande Lisboa, onde os proveitos totais diminuíram (-2,0% nos proveitos totais e -2,2% nos de aposento). Os maiores crescimentos foram observados no Alentejo (+19,8% nos proveitos totais e +19,7% nos de aposento) e na Península de Setúbal (+10,9% e +10,6%, pela mesma ordem).
O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) atingiu 104,3 euros, refletindo um crescimento de 1,8% (+1,2% em junho). Já o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 154,9 euros (+3,2%, após +2,9% em junho).
O RevPAR mais elevado observou-se no Algarve (151,4 euros), seguido das Regiões Autónomas da Madeira (127,1 euros) e dos Açores (122,6 euros). O Alentejo apresentou o maior crescimento (+14,6%), enquanto a Grande Lisboa registou o único decréscimo (-7,3%).
Os valores mais elevados de ADR observaram-se no Algarve (203,2 euros) e no Alentejo (168,8 euros). Os maiores aumentos registaram-se no Alentejo (+12,5%) e no Centro (+7,2%), enquanto a Península de Setúbal e a Grande Lisboa foram as únicas a apresentar decréscimos (-3,3% e -2,0%, respetivamente).
No mês em análise verificaram-se 3,4 milhões de hóspedes (+1%) e 9,6 milhões de dormidas (+2,1%), enquanto em relação a junho os aumentos foram de 0,8% e 0,7%, respetivamente.
As dormidas de residentes atingiram os 3,1 milhões, refletindo um crescimento de 5,1% (+3,7% em junho), enquanto as dormidas de não residentes ascenderam a 6,6 milhões e aumentaram 0,7%, retomando a trajetória de crescimento após a diminuição registada em junho (-0,5%).
Os maiores aumentos das dormidas registaram-se no Alentejo (+7,7%) e no orte (+6,3%). Em sentido contrário, as Regiões Autónomas dos Açores e da adeira apresentaram os maiores decréscimos (-1,2% e -0,9%, respetivamente). O Algarve (30,8% do total), a Grande Lisboa (20,2%) e o orte (17,4%) concentraram, em conjunto, 68,4% do total de dormidas.
Entre as dormidas de residentes, os maiores crescimentos ocorreram no Alentejo (+11,1%) e no Norte (+8,6%). As regiões Autónomas dos Açores e da adeira foram as únicas a registar decréscimos (-6,1% e -3,2%, respetivamente).
Nas dormidas de não residentes, a evolução foi maioritariamente positiva nas diferentes regiões. O Norte registou o maior aumento (+5,1%), seguido da Península de Setúbal (+4,4%). Em sentido contrário, os maiores decréscimos ocorreram no Centro (-9,1%) e no este e Vale do Tejo (-5,3%,).
Os dez principais mercados emissores concentraram 74% do total de dormidas de não residentes. O mercado britânico manteve-se como principal mercado emissor, com uma quota de 18,4%, e registou um crescimento de 3,0% (+1,9% em junho).
Espanha foi o segundo principal mercado emissor em julho (10,8% do total), aumentando 1,6% (+2% em junho), seguindo-se o mercado alemão, com uma quota de 9,3%, que cresceu 5,3% (-4,6% em junho).
Entre os dez principais mercados emissores, o mercado polaco destacou-se com o maior crescimento (+10,8%), enquanto o mercado francês continuou a registar o maior decréscimo (-5,9%), com uma diminuição das dormidas do mercado norte americano (-3,1%), a segunda desde a pandemia.
A anterior ocorreu em fevereiro de 2025 (-4,4%) e poderá ter sido influenciada por um efeito de calendário associado ao período do Carnaval. O decréscimo das dormidas do mercado norte-americano em julho ocorreu após os crescimentos de 2,9% e de 6,1% registados em junho e em maio, respetivamente.
Neste mês, registaram-se menos 19,3 mil dormidas de residentes nos Estados Unidos face ao período homólogo. A Grande Lisboa contribuiu de forma mais expressiva para este decréscimo (-16,9 mil dormidas; -6,0%), seguida pelo Algarve (-6,3 mil dormidas; -6,7%). Em sentido contrário, o Norte destacou-se com um aumento de 9,3%, correspondente a mais 10,7 mil dormidas do mercado norte-americano.

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