Prejuízo da Air Macau encolhe 14,2% na primeira metade de 2026
O prejuízo da companhia aérea Air Macau encolheu 14,2% na primeira metade do ano, em comparação com igual período de 2025, para 331 milhões de yuan (42,4 milhões de euros).
Segundo a empresa mãe, a companhia aérea estatal chinesa Air China, as receitas operacionais da Air Macau entre janeiro e junho subiram 16% em termos homólogos, atingindo 1,74 mil milhões de yuan (223,1 milhões de euros).
De acordo com o relatório financeiro da Air China, divulgado no domingo à noite (30 de agosto), a companhia aérea de bandeira de Macau registou também um aumento de 7,9% no número de passageiros, para 1,69 milhões.
A taxa média de ocupação dos voos da Air Macau subiu 2,6 pontos percentuais, atingindo 78,34%, enquanto os passageiros-quilómetro pagos, um indicador importante da procura de viagens, aumentaram 3,3%.
O relatório não menciona qualquer razão para os prejuízos da Air Macau.
Mas a Air China aponta para o aumento do preço dos combustíveis como justificação para uma perda total de 2,29 mil milhões de yuan (293,6 milhões de euros) do grupo, mais 26,6% do que na primeira metade de 2025.
A Air Macau tem vindo a registar prejuízos consecutivos desde 2020, com o início da pandemia da covid-19, que levou à imposição de restrições à vinda de turistas da China continental, o principal mercado para Macau.
Nos últimos seis anos, a companhia aérea acumulou perdas totais de 3,89 mil milhões de yuan (498,7 milhões de euros), incluindo 655 milhões de yuan (84 milhões de euros) só em 2025.
No final de 2024, os acionistas injetaram 1,6 mil milhões de patacas (170 milhões de euros) na Air Macau, incluindo 344,1 milhões de patacas (36,6 milhões de euros) em dinheiro público, naquela que foi a quarta injeção de capital na empresa desde 2009.
Em fevereiro passado, a região semiautónoma chinesa implementou um novo regime jurídico da aviação civil, que liberaliza o mercado e põe fim ao monopólio da Air Macau, que vinha desde 1995.
No entanto, o Governo ainda não emitiu concessões a qualquer outra companhia aérea, além da licença de operação válida por 20 anos dada à Air Macau.
O Aeroporto Internacional de Macau, inaugurado em 1995, ainda durante a administração portuguesa, tem atualmente voos regulares de passageiros operados por 29 companhias aéreas para 47 destinos na China continental, Taiwan, Sudeste Asiático, Japão e Coreia do Sul.
Em junho, a empresa chinesa WGL Group assinou um acordo com uma companhia latino-americana para impulsionar a abertura, por Macau, de uma rota aérea direta de carga para a América Latina.
Em abril de 2025, arrancou a primeira rota de carga de longo curso entre Macau e Madrid, operada pela companhia aérea de bandeira da Etiópia, a Ethiopian Airlines.
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