Zelensky fala com enviados de Trump e prepara visita à Ucrânia
O Presidente ucraniano manteve uma conversa “detalhada” e “construtiva” com o enviado especial dos Estados Unidos Steve Witkoff e o conselheiro da Casa Branca Jared Kushner sobre as negociações para terminar o conflito com a Rússia.
“Foi uma conversa detalhada e construtiva. O diálogo entre as equipas de negociação dos Estados Unidos e da Ucrânia está em curso e está atualmente a decorrer o trabalho para definir as datas da visita à Ucrânia. Uma viagem deste tipo seria extremamente benéfica para alcançar soluções para a paz”, disse Volodymyr Zelensky, numa mensagem publicada nas redes sociais.
Zelensky informou Witkoff e Kushner – genro do Presidente norte-americano, Donald Trump – da situação na linha da frente, onde, considerou, “o progresso da Rússia tem sido limitado” e custou a Moscovo “enormes perdas”.
O líder ucraniano também agradeceu aos enviados bem como ao Presidente dos EUA, por “trabalharem para tornar a paz a nossa conquista conjunta”.
“As nossas equipas estarão em contacto próximo para trabalhar na agenda e calendário mais adequados para futuras comunicações”, acrescentou.
Em julho, falou-se da possibilidade de Witkoff e Kushner visitarem Kiev em agosto.
A viagem ainda não ocorreu e alguns meios de comunicação atribuíram-na ao aumento dos ataques aéreos russos à capital ucraniana, que tem de ser alcançada por comboio ou estrada, já que a Ucrânia foi forçada a suspender todos os voos civis desde o início da guerra.
A conversa telefónica de Zelensky com Witkoff e Kushner também ocorre depois de o chefe dos serviços secretos norte-americanos, CIA, John Ratcliffe, ter feito uma visita relâmpago a Moscovo, na qual terá proposto aos russos organizar uma reunião entre Trump, Zelensky e o líder do Kremlin, Vladimir Putin.
O Kremlin voltou a descartar este formato de negociação que Kiev tem vindo a exigir há meses, a menos que seja para assinar um acordo de paz final.
As forças russas e ucranianas intensificaram os ataques com drones nos últimos dias, com quase 1.500 drones disparados contra territórios sob controlo do governo ucraniano nos últimos dias e 1.400 drones lançados sobre a capital russa, Moscovo, na última semana.
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