Reabilitação urbana perde dinamismo no arranque do segundo semestre
O arranque do segundo semestre está a demonstrar uma perda de dinamismo no setor da reabilitação urbana, de acordo com a análise do barómetro da responsabilidade da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN), de agosto deste ano.
“Os dados relativos ao licenciamento de obras de reabilitação continuam a evidenciar uma evolução negativa”, explica o relatório. Assim, e de acordo com a informação disponibilizada pelo INE, foram licenciadas 2.960 obras de reabilitação, no primeiro semestre de 2026, o que corresponde a uma redução homóloga de 12,5%.
“Esta quebra foi transversal aos dois segmentos, com quebras de 10,8% nos edifícios residenciais e de 15,2% nos não residenciais”, explicou a AICCOPN, apesar de ressalvar que as estatísticas do licenciamento abrangem apenas as operações sujeitas a controlo prévio municipal, não refletindo a totalidade das intervenções de reabilitação realizadas.
Destaca o barómetro que em julho de 2026, os indicadores qualitativos relativos à reabilitação urbana mantiveram uma evolução positiva, pese embora o significativo abrandamento observado face ao mês anterior.
Assim, o Índice do Nível de Atividade registou uma variação homóloga de apenas 0,8%, enquanto o Índice da Carteira de Encomendas apresentou um crescimento de 6,9% face ao mesmo mês do ano anterior.
Já no que respeita à Produção Contratada, as empresas ouvidas pela AICCOPN reportaram, em média, 8,7 meses de atividade assegurada a um ritmo normal de execução, ligeiramente inferior aos 9 meses apurados em julho de 2025.
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