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Reservas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo desde 1982

Reservas de petróleo dos EUA estão no nível mais baixo desde 1982

A reserva estratégica de petróleo dos Estado Unidos atingiu, na segunda-feira 31 de agosto, o seu nível mais baixo desde 1982, com 289,7 milhões de barris, de acordo com o Globe and Mail.
Estima-se que a reserva possa cair para os 243 milhões de barris se o Presidente norte-americano, Donald Trump, libertar um lote final de 39 milhões de barris, se seguir o acordo assinado em março com a Agência Internacional de Energia, refere a mesma publicação. Os Estados Unidos e mais 29 países decidiram libertar 400 milhões de euros, na sequência do início da guerra no Médio Oriente, em fevereiro, com 172 milhões de barris a pertencerem aos norte-americanos.
Os Estados Unidos possuem as suas reservas de petróleo em 60 grutas subterrâneas, no Texas e no Louisiana. O petróleo que está armazenado nestas grutas flutua sobre a água. O nível da água vai subindo à medida que vão sendo libertados barris de petróleo, algo que pode danificar as paredes das grutas, os canos e as bombas. O nível mínimo, de acordo com uma fonte do Departamento de Energia, é de 70 milhões de barris. Já o professor de engenharia petrolífera na Universidade Texas A&M, Siddharth Misra, referiu, citado pelo Globe and Mail, que apesar do limite ser de 70 milhões de barris o nível mínimo prático para operações seguras é próximo de 250 milhões de barris. “A principal missão da reserva é abastecer o mercado rapidamente durante uma crise. Mas operar abaixo dos 250 milhões de barris coloca as infraestruturas numa zona perigosa”, afirmou.
Apesar das grutas estarem no geral em boas condições o Departamento de Energia tem mostrado preocupação com a integridade dos poços devido aos trabalhos necessários para a sua manutenção, como salienta um relatório do Gabinete de Responsabilidade Governamental (GAO), que foi divulgado em maio, e transcrito pelo Global and Mail. “A capacidade de esvaziamento, distribuição e enchimento do Reservatório de Petróleo de Santa Bárbara [referindo-se à reserva] está atualmente limitada e em risco devido a problemas antigos com a infraestrutura envelhecida, agravados por grandes obras em curso destinadas a resolvê-lo”, disse o GAO.
A intenção do Presidente do Estados Unidos, Donald Trump, passa por reforçar a reserva estratégica do país com o petróleo vindo da Venezuela. A Casa Branca referiu na segunda-feira 31 de agosto que se trata do “maior acordo petrolífero” da história mundial.
Casa Branca revela detalhes do acordo petrolífero com Venezuela
A intenção do Presidente do Estados Unidos, Donald Trump, passa por reforçar a reserva estratégica do país com o petróleo vindo da Venezuela. A Casa Branca referiu na segunda-feira 31 de agosto que se trata do “maior acordo petrolífero” da história mundial.
“O Presidente Donald Trump garantiu o controlo maioritário dos Estados Unidos sobre mais de 65 mil milhões de barris de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela – expandindo enormemente as atuais reservas comprovadas em território americano, de aproximadamente 46 mil milhões de barris. Este acordo assegura a nossa dominância energética para o próximo século – tudo a custo zero para os Estados Unidos”, referiu.
A Casa Branca revelou vários detalhes do acordo, que do lado norte-americano, acabou assinado pelo secretário de Estado, Marco Rubio e pelo secretário da Guerra, Pete Hegseth.
O acordo diz que as autoridades interinas venezuelanas concederam à North American Blue Energy Partners (NABEP), uma empresa petrolífera privada que é a segunda maior produtora privada de petróleo da Venezuela e uma operadora comprovada, “concessões de 100 anos para 17 campos petrolíferos com reservas comprovadas” de aproximadamente 65 mil milhões de barris.
“Sem qualquer custo para o contribuinte americano, a NABEP concedeu ao Gabinete de Capital Estratégico do Departamento de Guerra dos Estados Unidos uma participação acionista de 35% na sua empresa-mãe, representando até centenas de milhares de milhões em valor e dividendos para os Estados Unidos”, adiantou.
“A NABEP concedeu ao Departamento de Estado dos Estados Unidos o direito de comprar, ao custo de produção, 20% garantidos da produção de todos os campos atuais e futuros que a NABEP irá operar — garantindo um fornecimento estável de petróleo a baixo custo que pode facilitar o reabastecimento da Reserva Estratégica de Petróleo (SPR), que Joe Biden esgotou a níveis historicamente baixos, e fornecer mantimentos para usos militares e outros usos sensíveis”, referiu a Casa Branca.
É ainda dito que a NABEP concedeu ainda ao Departamento de Estado dos Estados Unidos o “direito de preferência” na compra dos restantes 80% da sua produção, “garantindo” uma fonte de energia no nosso hemisfério em situações de emergência.
“O governo dos Estados Unidos tem poder de veto sobre a nomeação de qualquer membro do conselho de administração, e a maioria dos membros do conselho da NABEP deve ser composta por cidadãos americanos. A NABEP contará com auditores, advogados e consultores americanos de renome, e o acordo do governo dos Estados Unidos com a NABEP é regido pela legislação americana e está sujeito à jurisdição dos tribunais americanos. Milhões de barris da nova produção venezuelana serão processados ​​em refinarias americanas e bombeados com plataformas e infraestruturas americanas, gerando milhares de milhões em investimentos nos Estados Unidos e milhares de empregos aqui no país”, diz o acordo.

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