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Economias do Golfo continuam sob pressão seis meses após guerra com Irão, diz DBRS

Economias do Golfo continuam sob pressão seis meses após guerra com Irão, diz DBRS

As economias dos países do Golfo continuam a sofrer impactos desiguais seis meses após o início da guerra com o Irão e a perturbação no Estreito de Ormuz, com Kuwait, Qatar e Bahrein entre os mais afetados, segundo uma análise da Morningstar DBRS.
O conflito e as restrições à circulação de navios pelo Estreito de Ormuz têm penalizado de forma diferente as economias do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), numa altura em que a incerteza permanece elevada devido à ausência de uma solução para o conflito no Médio Oriente.
O Memorando de Entendimento entre os Estados Unidos e o Irão, que prolongou por mais 60 dias o cessar-fogo acordado em abril, terminou em 17 de agosto sem um novo acordo de extensão. As hostilidades foram retomadas e Washington anunciou novas sanções contra Teerão.
Entre os países do Golfo, Kuwait, Qatar e Bahrein estão entre os que registaram os maiores impactos económicos e deverão apresentar fortes desacelerações ou quedas do crescimento do PIB real em 2026. Em sentido contrário, os Emirados Árabes Unidos, a Arábia Saudita e Omã têm resistido melhor, em parte devido à menor dependência do Estreito de Ormuz para as suas exportações.
A produção de petróleo tem aumentado nos países produtores do Golfo, contribuindo para compensar parte dos efeitos da perturbação das rotas comerciais. Também as medidas de apoio e a despesa interna têm ajudado a amortecer o impacto económico da guerra.
Ainda assim, as exportações permanecem abaixo dos níveis anteriores ao conflito na maioria das economias da região. A recuperação do turismo constitui um sinal positivo, mas as previsões apontam para uma desaceleração significativa do crescimento em alguns países do CCG e para contrações económicas acentuadas noutros.
“As economias do Golfo deverão continuar a sofrer impactos desiguais até que seja acordada uma reabertura total e duradoura do Estreito de Ormuz”, afirmou Adriana Alvarado, vice-presidente sénior do Global Sovereign Ratings Group.
Segundo a responsável, os produtores de petróleo do Golfo têm aumentado a produção e as exportações, mas as exportações globais continuam baixas na maioria das economias da região.
A DBRS considera que os riscos para as perspetivas económicas permanecem elevados, nomeadamente devido à possibilidade de uma nova escalada do conflito. Outro dos riscos identificados é o eventual encerramento do Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, uma rota estratégica para o comércio internacional.
A manutenção do conflito no Médio Oriente deverá, assim, continuar a pesar sobre as economias do Golfo, apesar da capacidade de algumas delas para limitar os efeitos através do aumento da produção petrolífera, da despesa pública e de medidas de apoio à economia.

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